boletim Territórios Sustentáveis 09

EDIÇÃO Nº 09

PAINEL DE EXPERIÊNCIAS 28 Nov. | 10:00H – 11:00H

A experiência da participação da Fundação AMI no Projecto Territórios Sustentáveis
Lara Silva Assistência Médica Internacional

No início tínhamos um planeta inabitável, que aos poucos se foi modificando de forma a atingir as condições ideais que permitissem o desenvolvimento da vida. Durante quatro mil milhões de anos evoluíram plantas, animais e o Homem.
No inicio, a convivência entre as espécies e o planeta era sustentável. No entanto, durante o processo de evolução, o Homem esqueceu-se que a sua vida se encontra intimamente ligada à vida da terra e dos seres que nela habitam. Em poucas décadas a humanidade alterou o equilíbrio dos ecossistemas pondo em causa, não só a sobrevivência das espécies, mas a sua própria sobrevivência.
Em pleno Séc. XXI existem factos que evidenciam inadmissíveis desigualdades sociais e depleção de recursos naturais.
A Fundação AMI é uma organização que na sua Acção Humanitária Global, contra a Indiferença e a Intolerância, se alicerça em quatro pilares interventivos: Assistência Médica; Acção Social; Defesa Ambiental; Alertar Consciências. Perante as imensas situações que foram observadas no terreno, ao longo dos anos de intervenção, é cada vez mais evidente que é necessário promover a mudança de comportamentos de forma a manter a sustentabilidade da vida.
A participação da AMI no projecto territórios sustentáveis teve como objectivo, não apenas a redução de custos que poderão ser direccionados para as diversas áreas de intervenção mas, principalmente, a redução do impacto da sua actividade no ambiente. Neste projecto foram abordadas medidas de redução dos impactos gerados ao nível da energia, da água, dos resíduos e da poluição, assim como medidas de promoção de comércio justo e voluntariado empresarial, necessárias à implementação de regras de responsabilidade ambiental e social.
A troca de experiências com outras entidades participantes enriqueceu o trabalho executado, demonstrando que o trabalho conjunto, perante objectivos comuns, se torna uma mais-valia neste tipo de projectos. O Plano Institucional de Consumo Responsável elaborado permitirá à AMI adoptar medidas a curto, médio e longo prazo que irão reduzir a sua pegada ecológica.

Loures, um território rumo à sustentabilidade
Isabel Rodrigues Câmara Municipal de Loures

A Câmara Municipal de Loures é um órgão das autarquias locais, que visa a prossecução dos interesses próprios, comuns e específicos das respectivas populações (Lei nº169/99, de 18 de Setembro com as alterações introduzidas pela Lei nº5-A/2002, de 11 de Janeiro).
Os municípios dispõem de atribuições em áreas diversas, pelo que a Câmara Municipal de Loures constitui-se estrategicamente como agente de desenvolvimento territorial, mobilizando factores económicos e sociais, articulando parcerias, estimulando a cooperação, estando naturalmente capacitado para captar investimento, criar riqueza, gerar equilíbrios sociais e ainda para fomentar o empreendedorismo.
Considerando a Responsabilidade Social como um instrumento de competitividade que modela o crescimento económico e contribui igualmente para as comunidades de influência, a Câmara Municipal de Loures tem como objectivo reunir um conjunto de conhecimentos e experiências que contribuam para repensar o papel das autarquias face a estes novos desafios, incluindo o estimular e o proporcionar condições favoráveis ao envolvimento de organizações e empresas do município neste modelo de trabalho. Naturalmente, o convite para a Autarquia participar como estudo de caso no projecto "Territórios Sustentáveis: Consumo responsável nas organizações privadas, públicas e 3º sector" foi acolhido com todo o interesse, pela pertinência de dotar a actuação municipal duma abordagem transversal que reconheça a multiplicidade e a complexidade dos desafios da sociedade actual.
A participação da CMLoures no projecto “Territórios Sustentáveis”, permitiu-nos articular o conceito e a prática de consumo responsável na Autarquia, entendendo o cruzamento das temáticas Consumo Responsável, Mudança Organizacional e Responsabilidade Social como essenciais para a sustentabilidade do Município.
Nesta oportunidade para apresentarmos o testemunho na primeira pessoa, enquanto participantes activos neste projecto e na inerente formação, pretendemos sobretudo divulgar os benefícios para a Autarquia e a relevância dos conhecimentos e boas práticas adquiridas para o trabalho futuro, permitindo caminhar para “Loures, um território sustentável”.

Consumo Sustentável … o caminho faz-se caminhando
Manuela Almeida Laboratório Nacional de Energia e Geologia

O LNEG é um Instituto Público integrado no Sistema de Laboratórios de Estado, insere-se no Ministério da Economia e a sua Lei orgânica está expressa no Decreto-Lei nº 208/2006 de 27 de Outubro. A sua missão visa contribuir para o progresso do país e da sociedade assente em dois eixos de actuação: a) O crescimento económico sustentável; b) A sustentabilidade do Território. Este desiderato está suportado em duas estruturas cientificamente autónomas – O Laboratório de Energia e o Laboratório de Geologia.
Mas o LNEG não é uma organização que emerge do nada ela é o resultado de um processo de reestruturação longo, que se processou no âmbito da Reforma dos Laboratórios de Estado. A sua complexidade resultante quer de todo o processo de redireccionamento da sua missão quer da complexidade da sua actividade a que acresce a dispersão geográfica faz com que se encontre face ao desafio de construção de uma organização sustentável constituindo-se a Gestão como o vector estratégico da: 1º) Promoção e implementação dos vectores sustentáveis de Consumo ambientalmente orientado (compras energia e água), gestão ambiental (resíduos) e responsabilidade ambiental, apostando na mobilização dos colaboradores (comunicação e formação); 2º) Contribuição a par das actividades core para uma imagem de credibilidade institucional harmoniosa centrada no novo paradigma.
Assim, no âmbito da parceria do Projecto “Territórios sustentáveis”, e face ao Compromisso e Plano que delineou (PICR), definiu como Objectivos estratégicos (2010-2012): OE1 – Consolidação de um catálogo de compras ambientalmente orientadas; OE2 – Promoção da auto-suficiência energética; OE3 – Racionalização e aproveitamento de águas residuais; OE4 - Prevenir, Reutilizar e Eliminar resíduos em segurança; OE5 – Capacitação dos colaboradores, individual e colectivamente na perspectiva da responsabilidade social.

 

 

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Ficha Técnica: Projecto “Territórios Sustentáveis: Consumo Responsável em Organizações privadas, públicas e 3º sector” | Coordenação do Projecto: CORES DO GLOBO - Associação para Promoção de Comércio Justo | Parceiros: ISU - Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária e QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza | Co-financiamento: IPAD - Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento | Outros Apoios: CapEduc - Consultoria e Formação | Concepção gráfica: THINK BEFORE - Ideas for the World | Periodicidade: Mensal/2009

Co-financiamento:





 

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