boletim Territórios Sustentáveis 09

EDIÇÃO Nº 09

PAINEL “O CONSUMO RESPONSÁVEL E A CRISE FINANCEIRA” 27 Nov. | 11:00H – 13:00H

Opciones responsables ante la crisis
Roberto Ballesteros
Presidente da Associação de Comércio Justo Espanhola IDEAS

Tradicionalmente el consumidor ha sido considerado únicamente en el papel de actor -a menudo secundario- en el mercado, mientras que el ciudadano trata de ser actor principal en el sistema político. Somos ciudadanos en tanto que consumidores, perdiendo cada vez más otras características que nos definen y nos explican. Existimos en tanto en cuanto consumimos y somos consumidos. El consumidor responsable se plantea una serie de criterios éticos o principios de actuación que le hacen inclinar su elección.
Desde el Comercio Justo es inviable un consumo responsable sin producción ecológica, son elementos indisolubles. Y la producción campesina agroecológica de alimentos necesita un consumo responsable que se responsabilice de sostenerla. A medida que los niveles de consumo aumentan, mayor porcentaje de la población tiene acceso a la alimentación, a la salud y a la educación. Sin embargo, las decisiones de consumo que se toman por parte de los habitantes de los países del Norte tienen importantes repercusiones sobre los recursos naturales del planeta, sobre la producción de materias primas, sobre la contaminación o sobre las condiciones de vida de los habitantes de los países del Sur.
En épocas de crisis económica, los consumidores replantean sus hábitos de compra y consumo. Una de las actuaciones más habituales es el “efecto de sustitución”. Otro efecto inmediato es que el consumidor y las empresas se centran en el corto plazo.
La formación de actores sociales comprometidos con el consumo transformador y revolucionario incluye necesariamente promover el paradigma del consumo y el ahorro responsable y consciente; aumentar la transparencia y la honestidad de las informaciones al consumidor; fortalecer la acción del poder público en la promoción del consumo sustentable y reforzar la acción social contra bienes de consumo que promuevan la injusticia y la insustentabilidad, o bien a favor de bienes de consumo beneficiosos y sustentables. Hacer del consumo no sólo una práctica de compra, sino un estilo de vida.

O consumidor responsável e o dinheiro
Natália Nunes Responsável pelo Gabinete de Apoio ao Sobreendividamento (DECO)

Nos últimos anos assistimos a uma mudança cultural e de hábitos de consumo e da relação com o dinheiro. Nos tempos dos nossos avós o acto de poupar era valorizado e ensinado, poupava-se para estar preparado para o “amanhã” e pedir dinheiro emprestado era encarado como uma vergonha.
Actualmente, a nossa relação com o dinheiro alterou-se completamente e hoje assistimos à desmaterialização do dinheiro (cartões de débito e crédito) ou seja, o dinheiro moedas e notas deixou as nossas carteiras e porta-moedas e foi substituído pelos cartões de débito e crédito.
Por outro lado existe a percepção de que haverá sempre um crédito disponível mesmo que não exista dinheiro na nossa conta bancária. Vários factores contribuíram para que se verificasse uma mudança tão significativa da nossa relação (consumidores) com o dinheiro e para que hoje as famílias portuguesas sejam das mais endividadas da Europa. No entanto, a actual crise levou o consumidor a mudar de atitude e a criar uma nova cadeia de valores.

Avaliação das preferências e efeitos da restrição orçamental no consumo de carne de bovino com sustentabilidade garantida
Cristina Pedroso Investigadora no CIMO – Centro de Investigação de Montanha, Escola Superior Agrária, Instituto Politécnico de Bragança

Nesta apresentação pretende-se discutir as preferências do consumidor por produtos de carne de bovino com certificação de qualidade e o efeito da restrição orçamental no consumo dos mesmos. É dado particular ênfase à carne de bovino produzida de acordo com a Norma de Sustentabilidade Garantida, uma certificação emergente em Portugal e que foi desenvolvida no âmbito do Projecto Extensity, Sistemas de Gestão Ambiental e de Sustentabilidade na Agricultura Extensiva, (http://extensity.ist.utl.pt/), financiado pelo programa LIFE da Comissão Europeia e coordenado pelo Instituto Superior Técnico. A norma abrange, presentemente, a produção de bovinos de carne. No entanto, o seu alargamento a outros produtos, nomeadamente produtos caracterizadores da actividade das explorações aderentes ao projecto – ovinos de leite e carne e suínos de campo - encontra-se em desenvolvimento.
O estudo que se apresenta pretendeu avaliar as preferências do consumidor pelo produto carne de bovino com sustentabilidade garantida com base na estimativa da sua disposição a pagar. Os aspectos metodológicos inerentes à utilização deste método são abordados bem como as implicações dos resultados obtidos para a comercialização do produto. A amostra é composta por consumidores de carne de bovino entrevistados em estabelecimentos de venda deste produto ou nas suas imediações, todos localizados na área metropolitana de Lisboa. Um total de 852 entrevistas foram consideradas válidas. Verificou-se que, na amostra estudada e em média, os consumidores estão dispostos a pagar um prémio extra de 3.5 €/kg para consumir carne de bovino com Sustentabilidade Garantida. Verificou-se que a disposição a pagar é influenciada pelo rendimento líquido mensal das famílias, sendo que esta dependência é estatisticamente significativa.
O rendimento mensal líquido do agregado familiar, o número de crianças do mesmo e a média de 3 atributos da carne com sustentabilidade garantida (classificados pelo consumidor numa escala de 1 a 5) foram identificados como variáveis com significância estatística na formulação da disposição máxima a pagar do consumidor. A curva de procura construída para a carne de bovino com sustentabilidade garantida, com base na mesma amostra, indica que o consumo mensal deste produto é reduzido pelas famílias em 0.8 kg por cada euro de acréscimo ao seu preço. 

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Ficha Técnica: Projecto “Territórios Sustentáveis: Consumo Responsável em Organizações privadas, públicas e 3º sector” | Coordenação do Projecto: CORES DO GLOBO - Associação para Promoção de Comércio Justo | Parceiros: ISU - Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária e QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza | Co-financiamento: IPAD - Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento | Outros Apoios: CapEduc - Consultoria e Formação | Concepção gráfica: THINK BEFORE - Ideas for the World | Periodicidade: Mensal/2009

Co-financiamento:





 

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