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EDIÇÃO Nº 08

Editorial

Na sua viagem pelo Planeta Terra, o ser humano encontra-se rodeado por um ecossistema vibrante e extremamente complexo, onde os recursos naturais e os restantes animais interagem quotidianamente e em estreita relação com o Homem. E não é que este tenda a esquecer-se disto, na verdade, o Homem está tão habituado a usufruir completamente dos recursos à sua volta que nem consegue conceber a vida para lá deste pôr e dispor impune da Natureza que o rodeia.

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Nem tudo o que vem à rede é sustentável

No Natal come-se bacalhau, no Verão faz-se a sardinha assada, o marisco serve sempre para comemorar e o atum, dentro de uma lata, está sempre pronto a ser servido. O peixe é um alimento muito comum na cozinha dos portugueses. A proximidade do mar, a elevada área de costa, a grande tradição pesqueira e os hábitos culinários, são algumas das razões que levam Portugal a ser o país da Europa que mais peixe consome. Cinquenta e seis quilos é o valor médio de peixe consumido por cada português apenas no ano de 2005.

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A responsabilidade social das empresas sobre responsabilidade social no consumo… O produtor também tem responsabilidades sobre o consumidor.

Actualmente, com as novas necessidades que o mundo globalizado nos impõe, onde os problemas sociais se tornam cada vez mais complexos e interdependentes, onde surgem novos actores que delimitam novas estratégias de actuação sobre esses mesmos problemas, onde o estado já não tem o mesmo poder de decisão sobre as escolhas da sociedade e onde as pessoas consomem os recursos do planeta de uma forma, cada vez mais, abrupta e pouco reflectida; pensar no consumo responsável de recursos e nos intervenientes que poderão ter uma voz activa na mudança de hábitos, ganhou outro significado.

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Responsabilidade Social Empresarial à Brasileira

O debate em torno da temática da Responsabilidade Social Empresarial - RSE tem crescido gradativamente tanto no âmbito acadêmico, quanto nas esferas governamentais, bem como nos fóruns de discussão originários na sociedade civil e nos espaços de mídia. Assim, em maior ou menor grau, a depender de condições particulares de cada lugar, é possível identificar focos de preocupação com planejamento e práticas de RSE em inúmeros países e regiões do mundo.

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Vitória vai à festa

Vitória tem uma festa combinada com as amigas, modelo “produção total”. Decide mimar-se. Prepara um banho com sais de banho spa magnitude, gel duche factor A, um champô especializado em cabelos secos, pintados e com caspa casual. O evento merece a utilização de máscara revigorante – “deixe actuar durante 8 minutos”. Lava os dentes com aquela pasta que promete branquear o dente, o típico “sorriso pepsodente”, põe o body lotion, a pele brilha ao jeito da hidratação. Massaja a face com o exfoliante, eliminando-se qualquer célula morta que insista em contaminar a tez.

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A extinção das abelhas

O perigo de extinção das abelhas é uma realidade, segundo o Professor Doutor Miguel Vilas Boas (Escola Superior Agrária de Bragança), o mundo sem elas “Era uma catástrofe”.
Nos EUA, a segunda potência da apicultura a seguir à China, mais de 60% das populações de abelhas desapareceram em 24 estados. A crise é tal que há cerca de dois anos o Congresso aprovou um plano de emergência, para fazer face aos protestos dos agricultores Norte-Americanos, afectados pela redução da sua área de cultivo em 50%, como consequência de decréscimo do número de abelhas e sua carência no processo de polinização.

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À espera da última gota?

70% da superfície da Terra é coberta por água, daí ser conhecida como o Planeta Azul. No entanto, de toda essa massa líquida, apenas 3% é água doce, incluindo já a que está congelada nas calotes polares. Infelizmente, a procura actual de água por parte do homem põe cada vez mais em causa a subsistência dos recursos hídricos para as gerações vindouras.

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Dicas para um consumo sustentável de Água

Sabia que produzir 1 kg de arroz pode gastar 3 mil litros de água? Poupar água é possível não só nas tarefas diárias mas também indirectamente através dos alimentos que consumimos. Compre apenas o necessário e evite desperdiçar.

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Acesso à água é ainda uma miragem em algumas regiões do globo

Apesar do acesso à água potável ter aumentado, este ainda é um recurso desigualmente distribuído em termos globais. Entre os países que apresentam níveis de desenvolvimento baixos cerca de metade da população não tem acesso a este bem.

Nos países que apresentam um índice de Desenvolvimento Humano baixo o acesso à água potável era, em 2004, uma possibilidade ao dispôr de apenas 52,0% da população. O valor desta medida aumenta significativamente no caso dos países que registam índices altos e médios, atingindo 99,0 e 83,0% respectivamente.

Entre 1990 e 2004 o acesso à água potável aumentou um ponto percentual nos países com um nível de desenvolvimento humano elevado, nove nos que se situam na categoria intermédia e sete no caso dos menos desenvolvidos.

A região do globo na qual o acesso à água potável está menos generalizado é a África Sub-Sahariana – apenas 57,0% da sua população acedia a este recurso em 2004, um valor oito pontos percentuais superior ao registado em 1990. Nos países que integram a OCDE somente 1,0% da população não tinha, em 2004, acesso a água potável. A região do globo que regista, no período em causa, um incremento do valor desta medida mais amplo é o Sul da Ásia: aumento de 13,0% pontos percentuais entre 1990 e 2004.

O acesso a água potável tende também a variar bastante se se tiver como factor de ponderação o rendimento nacional bruto (RNB) per capita. Enquanto nos países com um RNB per capita elevado a totalidade da população tinha, em 2004, acesso a este recurso, apenas 76,0% dos que vivem em países com um baixo RNB per capita beneficiam dessa mesma possibilidade. Mesmo assim, entre 1990 e 2004, o valor deste indicador aumentou 12,0 pontos percentuais no conjunto dos países com um RNB baixo.

Artigo integral no Observatório das Desigualdades

 

 

 

Ciclo de Documentários
Semana do Consumo Responsável
Territórios Sustentáveis – Cores do Globo, Quercus, ISU
23 Novembro
Universidade Lusíada, Lisboa

Tertúlia
"Agir pelo Desenvolvimento – Consumo Responsável"
Encontros da Agencia ODM “Que caminhos até 2015? ”
24 Novembro (18h30)
Bar AE ISCTE, Lisboa


Seminário Territórios Sustentáveis

Cores do Globo, Quercus, ISU
27 e 28 Novembro
Goethe Institut, Lisboa

Seminário

Certificação de Qualidade – Novos Referenciais Aplicáveis à Economia Social

Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local
26 de Novembro (9h30 - 17h30)
AEP em Leça da Palmeira

 

Lançamento do "Guia do Consumo e Comportamento Responsável"
10 Dezembro
Fundação EDP
Org: Revista Imp))pactus
Sustentare - Consultoria de Sustentabilidade

 

 

Ficha Técnica: Projecto “Territórios Sustentáveis: Consumo Responsável em Organizações privadas, públicas e 3º sector” | Coordenação do Projecto: CORES DO GLOBO - Associação para Promoção de Comércio Justo | Parceiros: ISU - Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária e QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza | Co-financiamento: IPAD - Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento | Outros Apoios: CapEduc - Consultoria e Formação | Concepção gráfica: THINK BEFORE - Ideas for the World | Periodicidade: Mensal/2009

Co-financiamento:




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