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EDIÇÃO Nº 06 |
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A reciclagem do Plástico tem sido um desafio em Portugal, não porque o mesmo não seja reciclável, mas porque por vezes não existem mecanismos para o fazer. Um exemplo disso é o Plástico Misto. Este tipo de plástico constitui cerca de 15% dos plásticos recolhidos selectivamente nos resíduos sólidos urbanos (RSU). O destino mais comum era a sua deposição em aterro ou incineração. Esta situação estava associada às suas próprias características. Formados por uma mistura de plásticos rígidos e flexíveis, por vezes sujos com poeiras e gordura, a sua reciclagem era um problema. Exemplos de plásticos mistos são as embalagens de margarina, de iogurte sólido ou de plásticos laminados, entre outras. Contudo, com o desenvolvimento tecnológico e empresarial do tecido Português, surgiram respostas para este problema. A introdução de infra-estruturas que garantem a sua reciclagem permitiu desviar uma quantidade significativa destes plásticos, até outrora encaminhados pelos Sistemas Municipais para os aterros, e que actualmente estão a ser encaminhados para a produção de produtos reciclados. Esta inovação levou a que a Quercus lançasse em Janeiro de 2007 uma Campanha com o objectivo de sensibilizar as diversas Entidades público-privadas para a necessidade de se criar um mercado para os produtos em plástico misto, sendo fundamental que na aquisição de serviços ou produtos se dê primazia aos produtos reciclados. Existem muitas aplicações que podem ser dadas a estes materiais, tais como: Equipamento para espaços verdes: bancos de jardim, mesas, vedações, papeleiras e passadiços;
Dá-se assim utilidade aos plásticos que de outra forma seriam difíceis de reciclar, para além de dotar os espaços de equipamentos resistentes e que necessitam de pouca conservação. Para além dos resíduos urbanos, também existem diversas categorias de resíduos que poderão fornecer plásticos para reciclagem, tais como os resíduos industriais banais, os veículos em fim de vida, o equipamento eléctrico e electrónico e os plásticos da agricultura. Finalmente, há a referir que a reciclagem de plástico, para além de ser uma actividade que ajuda à resolução do problema dos resíduos, gerandodesenvolvimento económico e postos de trabalho, é também muito importante para a redução da emissão dos gases de efeito de estufa (GEE). Com efeito, segundo um estudo encomendado pelo Ministério do Ambiente, a reciclagem de 1 tonelada de plástico permite poupar a emissão de 1,3 toneladas de CO2 equivalente, sendo o processo de gestão de resíduos mais eficiente para combate às alterações climáticas Carmen Lima, Quercus |
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