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EDIÇÃO Nº 05

Editorial

É crucial reconhecer o valor do Turismo enquanto agente concreto no processo de coexistência pacífica entre os povos uma vez que, como instrumento de divulgação das culturas, da História, dos valores dos mesmos, promove o respeito e o entendimento entre eles. Este sector, para além de ser o sector económico em maior expansão a nível global, é um veículo privilegiado de informação, e de partilha dos condicionalismos vividos no quotidiano dos países visitados, proporcionada através das experiências de contacto directo com estas realidades.

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O Turismo na encruzilhada do Desenvolvimento e da Sustentabilidade

Muito mais do que uma mera indústria ou uma actividade económica que move milhões (financeiros e humanos), o turismo é inquestionavelmente um fenómeno social amplo e complexo. Antes de mais, importa ter em linha de conta, que o turismo não se resume a uma mera estadia num determinado lugar, não só porque envolve inúmeros actores cujos papéis sociais na engrenagem turística variam, mas também porque os diferentes impactos (económicos, sociais, culturais e ambientais) que gera amplificam a sua dimensão enquanto agente de mudança.

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Critérios para um Turismo Sustentável

Viajar é ainda um luxo para muitos, mas começa a ficar acessível a cada vez mais pessoas. A Organização Mundial do Turismo prevê que 1,1 mil milhões de pessoas viajarão em 2010 e 1,6 mil milhões em 2020 [1]. Devemos preocupar-nos com os impactes deste crescimento, que nos coloca desafios ambientais - devido à poluição que gera[2] - e também culturais – se os complexos turísticos não forem geridos de forma cuidadosa e sustentável, os estragos sociais e culturais daí advindos podem tornar-se trágicos (o consumo excessivo de recursos, a degradação dos habitats das populações indígenas e tribais, ameaçadas pelas constantes visitas dos turistas curiosos, etc.)

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Turismo Sustentável - Um instrumento para a Cooperação e Desenvolvimento

A Agenda 21, um dos produtos finais da Cimeira do Rio de 1992, veio sublinhar a urgência de medidas a curto, médio e longo prazo, para que se reinventasse a governança global, nacional e local, na senda da equação do Eco-desenvolvimento discutida no âmbito da conferência de Estocolmo, ou seja reafirmando a pertinência do triângulo “economia”, “ambiente” e “sociedade”. Uma política de Turismo Sustentável exige a implementação de estratégias de desenvolvimento economicamente viáveis, ambientalmente sustentáveis e socialmente justas. Para que seja alcançado este objectivo é imperativo implicar as parcerias entre sector privado, sector público e terceiro sector.

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Umas férias em que “Nô Djunta Mon”

Todos os anos, na época de férias de Verão, há jovens que se dedicam a fazer voluntariado em projectos de cooperação para o desenvolvimento, em Cabo Verde, na Guiné-Bissau ou em São Tomé e Príncipe, desenvolvidos pelo Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária (ISU), com parceiros locais e em estreito envolvimento com comunidades locais desses países. Estes projectos denominam-se Nô Djunta Mon, expressão que significa “Vamos Juntar as Mãos” e o reconhecimento da importância das sinergias e do trabalho em conjunto para a resolução de problemas…

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Turismo Sustentável

Muito embora não exista uma definição única de “Turismo”, as Recomendações da Organização Mundial de Turismo das Nações Unidas, definem-no como "as actividades que as pessoas realizam durante as suas viagens e permanência em lugares diferentes dos que vivem, por um período de tempo inferior a um ano consecutivo, com fins de lazer, negócios e outros." O Turismo é, nos nossos dias, um fenómeno de âmbito global e que tem vindo a ganhar cada vez mais destaque em termos económicos, sociais e ambientais. Contudo, e apesar do seu desenvolvimento trazer alguns benefícios que a maior parte das populações ambicionam, o desenvolvimento incorrecto desta actividade pode acarretar um amplo leque de problemas que urge minimizar tais como impactes ambientais negativos, perda da identidade local e outras ameaças ao meio envolvente.

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Dicas para umas Férias Sustentáveis

Procure destinos que impliquem percursos de viagem reduzidos, sendo importante evitar usar o avião. Sempre que possível opte por soluções como o comboio ou o barco, ou caso tal não seja possível, procure viagens curtas e compense a pegada carbónica da mesma (o que poderá fazer mesmo que não viaje de avião, uma vez que qualquer deslocação tem impactos ao nível da emissão de gases com efeito de estufa). No local, opte por usar transportes públicos em alternativa ao aluguer de um automóvel. Se precisar mesmo de alugar um carro, prefira os mais amigos do ambiente com menor consumo e emissões. E sempre que possível ande a pé ou de bicicleta.

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Para saber mais sobre...

Critérios Turismo Sustentável

UNESCO / Turismo Sustentável

Parceria para Critérios de Turismo Sustentável

Agenda 21

Desenvolvimento Local

United Nations Foundation / Turismo Sustentável

Turismo Sustentável/ Desenvolvimento Local das Comunidades

Processo Marraquexe/ Task Force-Turismo Sustentável

Carta do Turista Responsável

Objectivos do Milénio

 

 

Distinção: Boas Práticas Autárquicas 2009
Plataforma da Imigração
Candidaturas até 30 de Setembro

Congresso: Primeiro Congresso Lusófono sobre Ambiente e Energia
Agência Cascais Energia/Câmara Municipal de Cascais/ Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente - Faculdade de Ciências e Tecnologia - Universidade Nova de Lisboa
20 a 22 Setembro

Green Festival 2009
Consórcio Green Values/ Câmara Municipal de Cascais
Centro de Congressos do Estoril
18 a 25 de Setembro

Conferência: Sustentar 2009
Planeta Sustentável
Minas Gerais, Brasil
8 a 11 Setembro

 

Ficha Técnica: Projecto “Territórios Sustentáveis: Consumo Responsável em Organizações privadas, públicas e 3º sector” | Coordenação do Projecto: CORES DO GLOBO - Associação para Promoção de Comércio Justo | Parceiros: ISU - Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária e QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza | Co-financiamento: IPAD - Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento | Outros Apoios: CapEduc - Consultoria e Formação | Concepção gráfica: THINK BEFORE - Ideas for the World | Periodicidade: Mensal/2009

Co-financiamento:




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