boletim Territórios Sustentáveis 04

EDIÇÃO Nº 04

Comércio Justo – uma via para a Sustentabilidade Ambiental

Os consumidores estão cada vez mais conscientes que o seu comportamento – como e o que consomem – tem um impacto concreto sobre o ambiente, e sobre as alterações climáticas que assolam o planeta.

A compra de produtos de Comércio Justo (CJ) pode atenuar estas preocupações, na medida em que um dos seus principais princípios encoraja activamente melhores práticas ambientais, bem como defende métodos mais responsáveis de produção. Assim, os consumidores ao escolherem um produto de CJ optam por um produto cuja produção salvaguardou, não só critérios de responsabilidade social, mas que acautelou também a conservação do meio ambiente.

Entre os diversos critérios ambientais que o CJ procura garantir, prevê-se:

A sustentabilidade de áreas de conservação – áreas de protecção envolventes a fontes de recursos hídricos, por exemplo.

A não ocorrência da exploração agrícola e de recursos silvestres em áreas protegidas.

O não recurso absoluto a agro-químicos previamente proibidos, e o recurso controlado a agro-químicos permitidos (sujeitos porém a normas de segurança e a objectivos de desincentivo à sua utilização).

O manuseamento e depósito em segurança de resíduos perigosos

A avaliação de fenómenos de erosão e de risco para os recursos hídricos, e gestão/ monitorização dos problemas identificados.

Que os sistemas agrícolas utilizados favoreçam a fertilidade e a estrutura dos solos, através da rotação de culturas, técnicas de irrigação para minimização do consumo de água, etc.

Que não sejam cultivados organismos geneticamente modificados, nem se utilizem produtos derivados destes. Bem como são tomadas medidas a fim de evitar a contaminação das culturas de CJ.

Estes requisitos obrigam a que os produtores assegurem que protegeram o ambiente, e que esta preocupação faz parte do processo de produção/gestão. Os produtores são também encorajados a minimizar o recurso a energia, sobretudo aquela proveniente de fontes não renováveis.

Carla Silva, Cores do Globo

Fontes:
World Fair Trade Organization
Oxfam International

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Ficha Técnica: Projecto “Territórios Sustentáveis: Consumo Responsável em Organizações privadas, públicas e 3º sector” | Coordenação do Projecto: CORES DO GLOBO - Associação para Promoção de Comércio Justo | Parceiros: ISU - Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária e QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza | Co-financiamento: IPAD - Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento | Outros Apoios: CapEduc - Consultoria e Formação | Concepção gráfica: THINK BEFORE - Ideas for the World | Periodicidade: Mensal/2009

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