![]() |
||||
EDIÇÃO Nº 04 |
||||
“- Professora: onde é que eu posso exercer um consumo responsável?” A resposta é quase imediata: -“ Existem lojas de comércio justo em quase todo o país e podem sempre procurar as lojas dos pequenos comerciantes, para adquirir produtos locais. Há também várias lojas de produtos com preocupações ecológicas”. “ - Mas professora, eu não sei onde são essas lojas! “ “- Eu digo-vos onde podem ir!” Geralmente, terminavam assim algumas das acções de sensibilização nas escolas, no âmbito do projecto Rede Nacional para o Consumo Responsável.Chegariam estas informações aos principais destinatários? Por vezes, o retorno dos professores era muito positivo: “- O Pai de um aluno veio conversar, porque o filho andava sempre a dizer que tinham que apagar as luzes quando a sala se encontra vazia.“ Ser um consumidor responsável não é algo homogéneo e depende das particularidades sociais, económicas e políticas de cada localidade geográfica. A escolha de um produto não se resume apenas à qualidade, preço, justiça na produção do mesmo; a escolha é diversificada nos grandes centros urbanos mas não nas pequenas localidades; a informação sobre comportamentos responsáveis a adoptar é ainda incipiente, etc. Por outro lado, os currículos escolares formais não se encontram preparados para incluir o estudo de todos os fenómenos resultantes de uma economia cada vez mais globalizante. As crianças colaboram se entenderem os motivos, ajudam se perceberem que é necessário, aderem a uma causa se gostarem desta. A educação de adultos é uma tarefa bastante mais difícil de alcançar por vários motivos: o padrão de consumo actual coloca os adultos numa situação de stress constante, pois é-lhes transmitida, pela sociedade, a importância de alcançarem um determinado nível de bem-estar (conceito este de difícil definição objectiva); a fragilidade actual do mercado laboral remete o consumidor adulto para situações de emprego precário, deixando pouco tempo para a reflexão ponderada sobre o consumo que realizam; etc. As causas são conjunturais e reforçam a importância de educarmos as nossas crianças. São o elo de ligação mais forte ao consumidor adulto, mais capazes de influenciar as suas escolhas. Elas são os pais de amanhã, mas também os filhos de hoje que podem aprender e ensinar. Luciana Almeida, ISU
|
||||
![]() |
||||
|
© 2009 Cores do Globo |
|
||