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EDIÇÃO Nº 04 |
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Marcando novamente o compasso do nosso Boletim com as efemérides que vão surgindo no nosso calendário – e porque recentemente comemorámos o Dia Mundial da Criança – decidimos dedicarmo-nos desta vez aos mais pequenos. Além disso, recordamos ainda o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil e o Dia Mundial do Ambiente, ambos comemorados no mês de Junho. Assim sendo, convocamos a Convenção sobre os Direitos das Crianças, adoptada pelas Nações Unidas em 1989 e reflectimos sobre os direitos e deveres, em sociedade, daqueles que ainda não atingiram a maioridade. Vemos claramente que a educação surge bem destacada, como um dos mais importantes direitos, e na qual os pais assumem o papel de agentes, com grandes responsabilidades. No âmbito da educação, torna-se então pertinente falarmos dos desafios que se colocam à educação das crianças – no caso concreto das acções de sensibilização sobre práticas de consumo responsáveis – numa actualidade marcada por padrões de consumo insustentáveis, estarão crianças e adultos sujeitos aos mesmos estímulos consumistas? Na nossa sociedade ocidental, perante o bombardeamento constante dos media, para miúdos e graúdos, que nos incitam a adquirir bens muitas vezes supérfluos, questionamo-nos sobre a origem desses produtos e a possibilidade (infelizmente frequente) de acarretarem consigo o “carimbo” da exploração infantil, praticada em muitos países produtores das matérias-primas dos produtos, que mais tarde chegam às nossas prateleiras, aparentemente imaculados, encobrindo essa vergonha. No passado dia 12 de Junho celebrou-se o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, desta vez colocando a tónica sobre uma preocupação mais vincada com a situação das raparigas, que continuam a sofrer uma maior discriminação e a ser as mais afectadas por este problema. Pensando a realidade das crianças que vivem nos países do Sul, aludimos a dois exemplos de produtos que, infelizmente, no circuito comercial convencional, costumam vir impregnados com o ónus de exploração infantil: o chocolate e o algodão. O Comércio Justo (CJ) aparece assim, mais uma vez, como uma alternativa mais ética. E falando de CJ, aludimos também a sua ligação à defesa do ambiente, uma vez que é notória a permeabilidade deste movimento às preocupações com as alterações climáticas. Ora, aliando crianças e ambiente, não podíamos deixar de conhecer os meandros da educação ambiental, uma vertente da educação cada vez mais necessária para fazer face à exploração desenfreada dos recursos do nosso planeta. Cores do Globo |
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