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EDIÇÃO Nº 04 |
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Marcando novamente o compasso do nosso Boletim com as efemérides que vão surgindo no nosso calendário – e porque recentemente comemorámos o Dia Mundial da Criança – decidimos dedicarmo-nos desta vez aos mais pequenos. Além disso, recordamos ainda o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil e o Dia Mundial do Ambiente, ambos comemorados no mês de Junho. |
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Todos os dias os media nos bombardeiam com publicidade a produtos destinados ao bem-estar infantil e a uma panóplia de brinquedos inúteis para saciar o apetite consumista voraz das crianças ocidentais (e dos seus pais). É tempo para parar um pouco e pensar como vivem as crianças do “outro lado” do Mundo. Podemos aliás questionar-nos sobre “quando deixamos de ser crianças?” Existe uma idade certa? Igual em todos os países? A resposta a esta questão não é certamente fácil, pois reveste-se de considerações culturais e históricas. |
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Ser um consumidor responsável não é algo homogéneo e depende das particularidades sociais, económicas e políticas de cada localidade geográfica. A escolha de um produto não se resume apenas à qualidade, preço, justiça na produção do mesmo; a escolha é diversificada nos grandes centros urbanos mas não nas pequenas localidades; a informação sobre comportamentos responsáveis a adoptar é ainda incipiente, etc. Por outro lado, os currículos escolares formais não se encontram preparados para incluir o estudo de todos os fenómenos resultantes de uma economia cada vez mais globalizante. |
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De acordo com o artigo 1.º da Convenção sobre os Direitos das Crianças, adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1989 e ratificada por Portugal em 1990, uma criança é qualquer ser humano com idade inferior a dezoito anos, excepto se a lei vigente indicar que a maioridade é atingida antes dos dezoito anos (Unicef, 2004). As crianças, à semelhança dos adultos, têm direitos e deveres a exercer na sociedade na qual se inserem. |
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Educação para o Desenvolvimento, Escola e Consumo Responsável Hoje, a ED tem várias denominações, abordamos aqui a designação da Plataforma Portuguesa das ONGD, de Dezembro de 2002, a qual diz que a ED pode ser entendida como “um processo dinâmico, interactivo e participativo que visa: - a formação integral das pessoas; - a consciencialização e compreensão das causas dos problemas de desenvolvimento e das desigualdades locais e globais num contexto de interdependência; - a vivência da interculturalidade; - o compromisso para a acção transformadora alicerçada na justiça, equidade e solidariedade; - a promoção do direito e do dever de todas as pessoas, e de todos os povos, participarem e contribuírem para um desenvolvimento integral e sustentável.” |
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A importância da coerência É já um lugar comum dizer-se que “o futuro é das crianças”. Esta é, sem dúvida, uma das razões porque a aposta em termos de educação ambiental se tem centrado nas faixas etárias mais jovens. Contudo, esta linha de pensamento e trabalho pode facilmente induzir-nos em erro, se nos levar a pensar que os problemas ambientais poderão ser resolvidos no futuro, por todas estas crianças que estão agora a ser “formadas” numa cultura mais respeitadora do ambiente. A acção é urgente, particularmente se o legado que queremos deixar aos nossos filhos inclui um Planeta em equilíbrio que lhes permita um futuro auspicioso. |
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O parque automóvel em Portugal aumentou 10 vezes entre 1970 e 2004? Em Portugal, cerca de 91% do petróleo consumido é utilizado em combustíveis – gasolina (42%) e gasóleo (49%)? Na União Europeia o sector dos transportes é o que mais contribui para o nível de emissões de CO2, e em Portugal tem praticamente o mesmo peso que a produção de electricidade? O consumo de energia no sector dos transportes aumentou aproximadamente 36% na última década? 66% das viagens realizadas de automóvel em Portugal têm menos de 6km? Portugal é o terceiro país da União Europeia onde menos se usa a bicicleta? A nossa média é de 29km por pessoa/ano, enquanto a da Dinamarca, por exemplo, é de 936 km. Diário do Ambiente, Quercus |
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Por uma Educação Ambiental para TODOS! É fundamental apostar nas crianças e jovens, que constituem agentes catalizadores de mudança, sendo que a Educação Ambiental deve ser realizada tanto ao nível das escolas, quer noutros contextos criando, desta forma, uma cultura de base de respeito pelo ambiente e salvaguarda dos recursos naturais, na perspectiva de um Desenvolvimento Sustentável. | |||||
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© 2009 Cores do Globo |
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