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EDIÇÃO Nº 03 |
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Nesta edição do Boletim Territórios Sustentáveis trazemos a palco a interligação entre dois grandes temas que têm marcado o debate actual em torno do funcionamento das sociedades contemporâneas: o Comércio Justo (CJ) e os Direitos dos Trabalhadores. Porque o mês iniciou com o 1º de Maio, ficamos a saber o significado e a história deste dia, que marca a contestação laboral a nível mundial e que traz a lume muitas reivindicações, numa altura em que está sobre a mesa a discussão sobre um mercado de trabalho fragilizado pela crise mundial e onde se esgrimam argumentos sobre a flexibilização. O conceito do Comércio Justo engloba, também ele, na sua visão comercial alternativa, a defesa por condições dignas de trabalho, no caso particular dos produtores dos países do Sul. No mês em que se comemora o Dia Mundial do Comércio Justo (9 de Maio), percorremos em pormenor os contornos deste movimento, os seus princípios orientadores e os actores envolvidos. Percebemos em que medida o circuito CJ difere do circuito comercial convencional, onde as condições sociais, económicas e ambientais permanecem normalmente ocultas numa nebulosa de valores éticos. Fazemos também eco das boas novas que chegaram recentemente da Comissão Europeia, que reconheceu a importância e crescimento do CJ (reflectido no aumento exponencial da compra destes produtos pelos consumidores europeus) e incentivou as instituições públicas a integrar na sua agenda a compra ética, na óptica de um consumo que se quer cada vez mais sustentável. Ficamos ainda a conhecer uma cooperativa brasileira, situada no Estado da Baía, onde a entrada para o circuito CJ, aliada a um projecto de financiamento de ocupação de terras cultiváveis, trouxe novo alento às vidas dos produtores de laranjas daquela região, que antes se viam reféns dos preços dos intermediários. O sistema do microcrédito, também apresentado neste Boletim, é também ele um instrumento de economia solidária que tem ajudado muitos empreendedores do Sul do Mundo a criarem os seus meios de subsistência, longe da caridade e de esquemas de poder desiguais. Ainda sobre as desigualdades no Mundo – e também sobre a (falta de) regulação dos mercados financeiros – reflectimos sobre as palavras do Prof. Stiglitz, Prémio Nobel da Economia, que nos visitou no Estoril no início do mês. E porque o mês termina com outra efeméride – o Dia Mundial da Energia (29 de Maio) - são apresentadas algumas iniciativas nacionais que visam sensibilizar para um consumo energético mais eficiente, através de propostas de utilização de equipamentos mais amigos do ambiente e menos consumidores de recursos naturais. Para complementar, sugerimos algumas dicas sobre um comportamento mais responsável, que pode ser adoptado no quotidiano, dentro das nossas casas. Boas leituras rumo à prática de um mundo mais solidário! Cores do Globo |
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