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EDIÇÃO Nº 02 |
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O calvário da escolha de um computador pessoal portátil Segundo o relatório trimestral 'IDC EMEA PC Tracker', durante o ano de 2008 foram vendidos em Portugal 1,63 milhões de computadores pessoais. A procura de portáteis dominou as preferências dos portugueses. Neste cenário de mercado livre existe uma miríade interminável de marcas e modelos disponíveis, o que supostamente significaria que existe uma grande liberdade de escolha para o consumidor. No entanto, tanta escolha reflecte zero diversidade quando se refere à questão da sustentabilidade. Segundo um artigo da revista 'PC World' (14/03/2007) existem no mínimo 20 substâncias diferentes que compõem um computador e cerca de 10 países estão envolvidos no seu processo de fabrico (a maioria no Extremo Oriente e nos EUA). Obviamente que o impacto ambiental é muito difícil de estimar, com todas as componentes a serem enviadas de todos os diferentes países para o país de montagem e depois para o país de compra. Infelizmente as únicas alternativas que existem no mercado são vendidas como gadjets e não representam uma real mudança de paradigma, já que embora incorporem materiais recicláveis ou orgânicos na caixa do computador, toda a tecnologia por trás de um portátil continua a usar materiais altamente poluentes como o PVC, os metais como o chumbo, o cádmio ou o mercúrio. Assim a atitude mais sustentável é a de seguir o princípio dos 3 R's: reduzir, reutilizar e reciclar, por esta ordem. Podem-se ter pequenas práticas como aumentar a RAM dum portátil existente ou substituir o nosso drive de leitura de CD's por um de leitura e gravação de DVD's. Começam também a surgir opções comerciais de compra de computadores feitos a partir da reutilização de componentes. E por último a reciclagem. O Decreto-lei n.º 230/2004 de 10 de Dezembro de 2004 transpôs para o quadro jurídico português as Directivas europeias sobre REEE (Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos). Existem duas grandes associações privadas sem fins lucrativos de recolha e reciclagem de REEE em Portugal, ambas criadas em 2006, a Amb3E (http://www.amb3e.pt/) e a ERP Portugal (http://www.erp-portugal.pt/). Se for comprar um equipamento novo, saiba que os Distribuidores são responsáveis por assegurar gratuitamente a recolha de REEE, sem encargos para o detentor. Ana Neves, consumidora esclarecida voluntária da Cores do Globo
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