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EDIÇÃO Nº 02 |
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Abril chega com o aroma fresco das flores e anuncia a comemoração do 25 de Abril e da Liberdade. Neste mês, recordamos os direitos e deveres que todos temos que exercer enquanto “cidadãos do Mundo”. Experimentar a liberdade é deixarmo-nos conduzir pela procura de realização pessoal que nos traga o prazer da vida. Pressupõe um conjunto de direitos e deveres reconhecidos ao indivíduo, enquanto ser individual ou indivíduo integrado na sociedade. Actualmente, temos a possibilidade de nos manifestarmos livremente contra o que nos incomoda, e a liberdade de participar na procura de um consumo diferente, mais ético. |
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Boicotes contra o uso de escravos em grandes fazendas de produção de açúcar ou mesmo campanhas contra produtos manufacturados em países pouco conscientes dos direitos dos trabalhadores, foram desde sempre episódios descritos na História mundial, e constituíram os primeiros actos de consciência na procura de um consumo mais ético e responsável. Contudo, foi nos finais dos anos oitenta, que se verificou uma grande revolução do poder político dos consumidores, que optaram por começar a manifestar o seu interesse num consumo mais ético. Nas livrarias e bibliotecas, os guias éticos para o consumo começaram a ganhar espaço de destaque, tornando-se num dos tipos de leitura mais procurada. Individualmente, as pessoas começaram a manifestar a sua posição em acções dirigidas a causas ambientais e sociais. |
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Numa era em que o consumidor tem ao seu dispor uma panóplia de produtos variados, os seus direitos e deveres têm sido um tema discutido e divulgado com o objectivo de o informar no acto da compra, não apenas para o consciencializar e alertar da importância do tipo de produtos que consome, mas também para o proteger e orientar. Mas será que realmente conhecemos os Direitos Fundamentais do Consumidor? |
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A sociedade de consumo fomentou consumidores diligentes e cidadãos negligentes. O hiperconsumo (não só o consumo excessivo mas as excessivas apresentações dos bens de consumo) engendrou o hiperindividualismo que nos tornou presas da compra a qualquer momento e em qualquer atmosfera festiva do nosso quotidiano, graças ao isco das pechinchas, surpresas, descontos, promoções e reduções. Queremos tudo a qualquer momento, lá está o crédito ao consumo para facilitar o nosso sonho. Mesmo neste novo ciclo de incerteza, com mais elevadas taxas de desemprego e novas obrigações familiares. O consumo tornou-se exactamente nisto: responder em cima da hora, à necessidade e ao desejo. |
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Direitos e liberdades Existem 6 biliões de pessoas na terra. A liberdade é um privilégio de apenas alguns de nós. Os direitos são um privilégio de apenas alguns de nós. Muito sofreram as gerações que nos precederam para termos a liberdade e os direitos que agora gozamos. Muito sofrem actualmente milhões de pessoas a quem a liberdade e muitos direitos, mesmo os mais fundamentais, são negados. Esta pequena introdução não pretende criar qualquer sentimento de culpa por termos liberdade e direitos. Pretende apenas sugerir que talvez seja importante pôr as coisas em perspectiva, e pensar se nesta fase de evolução das nossas sociedades ocidentais privilegiadas não devamos focar-nos em dois outros valores associados à liberdade e aos direitos. |
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O calvário da escolha de um computador pessoal portátil Segundo o relatório trimestral 'IDC EMEA PC Tracker', durante o ano de 2008 foram vendidos em Portugal 1,63 milhões de computadores pessoais. A procura de portáteis dominou as preferências dos portugueses. Neste cenário de mercado livre existe uma miríade interminável de marcas e modelos disponíveis, o que supostamente significaria que existe uma grande liberdade de escolha para o consumidor. No entanto, tanta escolha reflecte zero diversidade quando se refere à questão da sustentabilidade. |
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O Tratado de Roma que instituiu a Comunidade Económica Europeia em 1957, não fazia qualquer referência explícita a “política comum de ambiente”. Só na década de 70 o surgimento das primeiras preocupações ambientais suscitou algumas acções neste domínio, a nível comunitário. |
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Sabia que… A embalagem pode chegar a ter um peso de 20% no preço final dos produtos? Em muitos casos, como os produtos de cosmética, de higiene e até de alimentação, a embalagem é excessiva em relação à quantidade necessária para garantir a segurança do produto? Há cerca de 50 anos o consumo anual de embalagens de plástico rondava os 5 milhões de toneladas, tendo aumentado nos dias de hoje até cerca de 100 milhões de toneladas? Os resíduos de embalagens representam cerca de um terço do total dos resíduos sólidos urbanos produzidos em Portugal? Os plásticos são produzidos a partir de recursos naturais como o petróleo, o gás natural, a hulha e o sal comum, representando cerca de 9,5% da totalidade dos lixos domésticos? Diário do Ambiente, Quercus
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Os Primórdios do Direito do Ambiente A década de 60 foi pródiga em descobertas que relacionaram o ambiente com a saúde humana e dos ecossistemas, pondo em causa o mito do crescimento ilimitado e criando preocupações até então inexistentes num mundo onde os recursos naturais eram considerados inesgotáveis. |
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