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EDIÇÃO Nº 01 |
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Dizem os historiadores que já na pré-história a mulher desempenhava o papel de colectora de raízes, frutos, e de todo o tipo de bens comestíveis para a subsistência do seu seio familiar. Hoje em dia, a situação não é muito diferente, diversos estudos internacionais demonstram que as mulheres são responsáveis por aproximadamente 80% das aquisições para o lar. Durante séculos, a mulher foi percepcionada como um ser inferior, constrangida por orçamentos estipulados pelo marido, então a única fonte de rendimento familiar. O passar do tempo trouxe-lhe a promoção social à condição de cidadã, com direitos igualitários e poderes de compra e de decisão cada vez mais elevados, na vida em sociedade. A mulher é também um dos mais importantes agentes de socialização da sua progenitura, exercendo uma forte influência nos seus futuros comportamentos de consumo. Assim, quando a mulher consome e se interroga sobre a qualidade dos produtos, se estes têm um preço justo e se são bons para o colectivo, está a incutir no seu núcleo familiar o questionamento sobre as alternativas de consumo no mercado e a necessidade de fazer escolhas informadas, no respeitante às questões sociais, laborais e ambientais. Em teoria, os seus descendentes podem, por sua vez, impactar os comportamentos de outrem no sentido dum consumo responsável, à semelhança do que tem vindo a suceder, mas no sentido antagónico, no do consumo irresponsável quase generalizado da humanidade com resultados catastróficos para o planeta. Actualmente, estudos indicam que a mulher consumidora possui um papel fulcral para a consciencialização do impacto do comportamento humano no planeta através do questionamento activo da proveniência e qualidade dos produtos e das condições de trabalho das produções. Neste sentido, a consumidora pode apoiar um consumo mais racional e justo procurando informações sobre quem fez o produto e em que condições de trabalho, procurando informar-se se os produtos são certificados (por exemplo, certificação biológica ou de comércio justo) e, não só consumir de acordo com estes padrões, como também, ao oferecer estes produtos, informar sobre as alternativas existentes ao consumo tradicional. Estes produtos apresentam características tais como: o respeito pelo meio ambiente, a promoção da melhoria das condições sociais e económicas dos produtores, e podem mesmo ser o resultado da reciclagem e reutilização de matérias-primas, para citar alguns exemplos. Rita Santos, Cores do Globo (2001) Six Types of Women Who Use the Net. Nua Internet Surveys. (2004) What women have gained in the fight for equality with men- and what they are in danger of losing. New Internationalist magazine. (2007) Women Are in Charge at Home. Journal of Counseling Psychology. (2008) Green for go: supply chain sustainability. Ernest & Young study. (2007) A study on gender equality as a prerequisite for sustainable development. Report to the Environment Advisory Councill |
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