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EDIÇÃO Nº 01 |
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Todos nós produzimos mais lixo do que seria desejável e isso acontece desde que nascemos. Neste número dedicado ao Dia da Mulher procuramos demonstrar como este momento pode ser amigo do ambiente e revelamos os passos, que tanto o pai como a mãe, devem seguir para uma Parentalidade “Verde”! Um dos grandes dilemas é o lixo produzido que aumenta consideravelmente com a chegada do novo rebento. Estudos revelam que um bebé produz cerca de: 8 fraldas por dia, 56 fraldas por semana, 240 fraldas por mês, o que perfaz um total de aproximadamente 3.000 fraldas por ano! Até aos 2/3 anos, um bebé utiliza cerca de 6.000 fraldas, o que representa perto de uma tonelada de resíduos produzidos, que para piorar a situação, se revelam dos piores amigos do ambiente, pela sua composição de plástico. Estas fraldas utilizadas têm como destino final, a incineração ou os aterros sanitários. Quando podem ser recicladas, os seus compostos são divididos e seguem para caminhos diferentes: o plástico é reciclado em outros do mesmo tipo, e os restantes constituintes como a celulose e os outros resíduos seguem para a reciclagem de materiais orgânicos. [1] Mas quando isto não acontece? As novas gerações terão que carregar consigo este fardo mesmo antes de virem ao mundo? A alternativa passa pelas fraldas de panos, não exactamente iguais àquelas que usámos quando éramos bebés! Muito melhores e mais aprimoradas num sentido prático. Também designadas de fraldas de bolso, este tipo de fraldas são ecológicas na medida em que não produzem plástico, pois não o têm na sua constituição. Possuem um absorvente de cânhamo, e a parte em contacto com a pele apenas revela algodão orgânico, sendo portanto: amigo do bebé e do ambiente! Se quisermos pensar ao nível de poupança monetária, este tipo de fraldas também auxilia muito no orçamento familiar, pois são reutilizáveis. Contudo a parentalidade “verde" não se resume apenas às fraldas. E se em vez das toalhitas descartáveis optarmos por utilizar uma simples toalhinha de pano? Ao nível da alimentação podemos mudar alguns hábitos antigos e optar por consumir alimentos biológicos. O cultivo deste tipo de alimentos não utiliza substâncias perigosas para a saúde ou para o ambiente (pesticidas, fertilizantes artificiais, hormonas animais, aditivos alimentares, antibióticos) e não utilizam OGM (organismos geneticamente modificados). As técnicas de cultivo de alimentos biológicos estimulam a fertilidade do solo e respeitam a biodiversidade do ecossistema. [2] A opção por uma parentalidade “verde” pressupõe uma preocupação ambiental e também social, por isso opte por adquirir produtos biológicos e justos. Hoje em dia, já é possível encontrar este tipo de produtos no circuito do comércio justo. Também muitos dos produtos que diariamente se utilizam para higiene e limpeza pessoal podem conter substâncias menos aconselhadas. Actualmente são inúmeras as ofertas que nos baralham, e que se apresentam como específicas para determinada situação. Contudo, antes de os adquirir, convém pensar na sua constituição e se será realmente necessária a sua aquisição. Evite comprar produtos desnecessários, que contribuem para um aumento de compostos químicos no meio ambiente. Prefira produtos de higiene doméstica e pessoal à base de produtos naturais e biológicos. Produtos que tenham na sua constituição substâncias tóxicas tais como: almíscares sintéticos (fragrâncias), fenóis e derivados (alquilfenol), ftalatos ou triclosan são para evitar, pois quando utilizados frequentemente podem ter consequências ao nível dos sistemas endócrinos e reprodutor. [2] Procure uma parentalidade “verde”: Patrícia Ventura, Cores do Globo [1] Puericultura ecológica (Dados do Centro de Informação de Resíduos da Quercus e da Agência Portuguesa do Ambiente) |
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