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EDIÇÃO Nº 01 |
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Na sociedade contemporânea o consumismo é cada vez mais um termo predominante que sugere reflexão e consciência devido ao seu impacto ambiental no presente e na sustentabilidade das gerações futuras. Muitas têm sido as medidas de sensibilização à reflexão sobre o consumo responsável contudo, continuamos a assistir a um acréscimo de todos os factores que o envolvem, nomeadamente a aquisição e acumulo de bens desnecessários em prol de uma imagem de prestígio social, estimulada por um sistema capitalista. Ao analisarmos esta situação, percebe-se que os factores que influenciam o consumo (publicidade, qualidade vs preço, etc) têm como principal objectivo incentivar um pensamento individual: "Eu preciso", "Eu quero", "O meu". É menos frequente constatar uma influência publicitária, por exemplo, no sentido colectivo: "Todos precisamos", "Todos queremos". Se cada vez mais o consumidor tem informação e oportunidade de escolha, então, é também cada mais importante o consumidor ter consciência que deve ter uma escolha responsável e reflectida. Têm sido feitas várias pesquisas com o objectivo de compreender as preferências, necessidades e hábitos do consumidor, e os resultados revelam que a generalização do consumo ultrapassou estereótipos e referências culturais. Contudo, homens e mulheres têm comportamentos e escolhas diferentes, algumas sondagens concluem que na hora da compra os homens se preocupam mais com a qualidade e o atendimento, e que as mulheres têm maior atenção sobre o valor económico dos produtos. Mas, o que é realmente importante é compreender o que é uma necessidade para o consumidor, para cada um de nós. Reflectir sobre o querer e o ter. Que impacto tem uma escolha individual à escala colectiva? Será que tudo o que consumimos é uma necessidade ou uma vontade egoísta e voluntária? Se todos acreditamos que o futuro das próximas gerações deve ser apoiado num desenvolvimento sustentável, com base no respeito por nós próprios e pelo ambiente em que habitamos, com base em direitos e deveres enquanto cidadãos, então, quais são os meus deveres enquanto consumidor para ter direito à qualidade de vida que eu desejo? Vanda Lacão, ISU |
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