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EDIÇÃO Nº 01 |
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Marraquexe é uma das mais prestigiosas e emblemáticas capitais do Antigo Império Marroquino. Famosa por ser a cidade das mil e uma noites, é também Património Mundial reconhecido pela UNESCO e palco de uma das maiores iniciativas globais relativas ao Desenvolvimento Sustentável, em termos de produção e consumo, conhecido como o Processo de Marraquexe. Este processo foi lançado na primeira reunião internacional de especialistas em Consumo e Produção Sustentáveis, realizada nessa cidade marroquina (em 2003), enquanto resposta às recomendações da Cimeira de Joanesburgo, onde os governos, as organizações internacionais e a sociedade civil foram convidados a desenvolver um programa de sustentabilidade, tendo por base um projecto de 10 anos (10 Year Frame Programme). O desafio é determinar quais as medidas chave para um Desenvolvimento Sustentável, providenciar meios para a sua implementação (financeiros, técnicos e humanos) e fazer com que o processo de tomada de decisão políticoeconómico tenha estas preocupações bem assentes na sua agenda. Várias são as instituições que estão envolvidas neste processo, desde governamentais e não-governamentais, fundações e associações de voluntários, até organismos internacionais, das quais se destacam duas agências especializadas das Nações Unidas, o Departamento das Nações Unidas para a Economia e Assuntos Sociais (UNDESA, sigla em Inglês) e o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP). Serão realizadas várias conferências e workshops ao longo do período em questão, de forma a dinamizar, monitorizar e incentivar os projectos e objectivos do YFP. O principal objectivo deste processo consiste em estimular o crescimento e o desenvolvimento, minimizando o impacto negativo deste crescimento no ambiente e comunidades locais. Para atingir esse objectivo foram criadas 7 Task Forces, em sete áreas específicas (cada uma coordenada por um país diferente): 1) produção sustentável; 2) estilos de vida sustentáveis; 3) educação para o consumo sustentável; 4) edifícios e construção sustentável; 5) turismo sustentável; 6) compra pública sustentável; 7) cooperação com África. A Task Force que achamos oportuno apresentar aqui de forma mais detalhada é aquela que se dirige à Educação para o Consumo Responsável, liderada pela Itália. Esta temática aparece sob o chapéu do conceito de "educação para todos", enquanto um processo de aprendizagem ao longo da vida e considerando o papel da educação enquanto instrumento-chave para a prossecução de um desenvolvimento sustentável. O principal objectivo é o aproveitamento das boas práticas já aprendidas e a progressiva introdução das problemáticas do consumo e produção sustentáveis nos currículos de aprendizagem formais, sem descurar a ligação à educação não-formal e informal. Focada sobretudo na região do Mediterrâneo, esta comissão pretende criar sinergias com iniciativas internacionais, particularmente com a Task Force liderada pela Suécia e dedicada à temática dos Estilos de Vida Sustentáveis. Destacamos também, entre os objectivos propostos, a instalação de Centros Nacionais de Produção de Energia Limpa (NCPC´s, sigla em Inglês) de forma a aumentar a produção de recursos naturais manufacturados e adaptados às condições locais e respectivos países. Até agora, já foram instalados em cerca de 45 países em todo mundo (centro e leste da Europa, América Latina, África e países Árabes, bem como na Ásia). Frederic Mbassa e Inês Cardoso, Cores do Globo Mais informações em: |
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