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EDIÇÃO Nº 00 |
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As principais lutas Uma referência histórica importante logo após a fundação da organização foi a dedicação da Quercus à defesa dos abutres, com a criação da zona de alimentação de Abutres de Castelo de Vide. Durante o ano de 1987 - Ano Europeu do Ambiente - a Quercus projecta-se com bastante dinamismo e inicia-se um período de grande intervenção na oposição à eucaliptização desordenada que então tinha lugar no nosso País. Em 1988 foi também lançada uma campanha nacional de protecção das aves de rapina e a 3 de Junho do mesmo ano é lançada a Campanha de Protecção do rio Tejo Internacional, numa acção conjunta com a associação congénere ADENEX da Extremadura Espanhola. Surgem trabalhos de estudo e protecção de diversas espécies dos quais se destacam pelo seu maior impacto os projectos Cegonha-branca, o projecto águia de Bonelli, o projecto águia-real e a campanha de estudo e protecção da águiacaçadeira. A Quercus desenvolve também a campanha Peneda-Gerês 87. Nessa altura a associação participa com bastante empenho na luta contra o projecto de instalação da lixeira nuclear de Aldeiadávila junto ao rio Douro Internacional e na luta contra o alargamento do Campo de Tiro de Alcochete. Os anos 90 iniciam-se com uma fase de alguma estagnação e dificuldades que só é ultrapassada a partir de 1992 ano em que a Associação entra numa fase mais dinâmica. No âmbito do Projecto Tejo Internacional, a Quercus concretiza uma iniciativa inédita a nível das associações ambientalistas portuguesas com a aquisição de diversas parcelas de terreno na área deste projecto. Já no ano 2000, através do Programa Operacional do Ambiente, a associação passou a dispor de novas instalações no Rosmaninhal, estando este Centro Ambiental a funcionar também no âmbito do projecto Rio Tejo Internacional. De modo a dar mais consistência às actividades de acolhimento e recuperação de animais feridos e debilitados surgem os CRAS - Centros de Recuperação de Animais Selvagens, cabendo neste momento à Quercus a gestão do CRAS de St. André (desde 1996), do CRAS de Castelo Branco que iniciou a sua actividade no ano 1999 e do CRAS de Montejunto, (desde 2007). Sendo a educação ambiental uma das vertentes onde a associação é mais actuante, desde 1992 que diversos Centros de Educação Ambiental desenvolvem a sua actividade. Em 2000 é criado o FCN - Fundo Quercus para a Conservação da Natureza, instrumento de angariação de fundos para projectos específicos de conservação de habitats e espécies prioritárias e que neste momento é suporte da criação da nossa rede de micro-reservas biológicas espalhadas por todo o País. A partir dos anos 90 e de forma gradual para além dos temas directamente ligados à conservação da natureza a associação passou a intervir em muitas outras áreas que vão dos resíduos aos recursos hídricos, da política de transportes à qualidade do ar e às alterações climáticas e mais recentemente aos alimentos geneticamente modificados, entre muitos outros temas. [Susana Fonseca, Quercus] |
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