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EDIÇÃO Nº 00

Lançamento do Projecto: Territórios Sustentáveis

O Boletim que hoje lhe apresentamos decorre do projecto Territórios Sustentáveis com o qual se pretende criar territórios sensibilizados por um consumo responsável, nas suas várias vertentes (social, económica e ecológica). Assim, em 2009, com o apoio do IPAD, a Cores do Globo, com a parceria do ISU e da Quercus, levará até si , todos os meses, os seus conhecimentos, questões e problemáticas, sobre este conceito. Para além do boletim mensal , os Territórios Sustentáveis incluem a análise de três estudos de caso (no sector público, privado e cooperativo), de instituições que aderiram ao projecto dando-nos a conhecer o seu percurso para um consumo mais sustentável. Esse caminho irá sendo acompanhado ao longo dos doze boletins. Para poder informar-se como encaminhar-se para um mundo social e economicamente mais justo faz também parte deste projecto um portal, www.consumoresponsavel.org, no qual poderá encontrar um conjunto de materiais que o poderão ajudar neste percurso. E como queremos que o conceito defendido por este projecto saia do mundo virtual, no final do ano terá lugar uma semana de consumo responsável com muitas iniciativas envolvendo vários agentes que concorrem para a construção da sustentabilidade do planeta. Entre essas iniciativas decorrerá um seminário com a presença dos vários intervenientes no projecto. Todas as novidades serão divulgadas atempadamente aos nosso leitores. Não percam os desenvolvimentos deste desafio!

Editorial

Pitágoras atribuiu aos números a essência de todas as coisas. Seguindo os seus passos, propomo-nos desvendar alguns números. Assim, 1 a 2 biliões é o número de pessoas que actualmente têm dificuldade em aceder a água, o que conduz a dificuldades na produção de alimentos, na saúde e no próprio desenvolvimento económico. Quem utiliza a água doce? Cerca de 60% é a percentagem de ecossistemas que actualmente são utilizados de forma insustentável. Nos últimos 40 anos a produção mundial de alimentos aumentou em 168%. No entanto, em 2000-2002, 852 milhões de pessoas enfrentavam a subnutrição, de entre as quais, 96% viviam em países em desenvolvimento. 1,1 a 6,4 é o número de graus celsius em que se estima o aumento da temperatura do planeta neste século. 1,1 biliões é o número de pessoas que sobrevive com menos de 1 dólar por dia e que depende da agricultura, pastorícia e caça para a sua subsistência e que, portanto, são as mais afectadas pelas alterações climáticas e pela depredação dos ecossistemas. Estas pessoas vivem em países em desenvolvimento, onde uma criança tem uma probabilidade 20 vezes superior de morrer antes dos 5 anos do que se nascesse na Europa.

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ISU: Voluntariado para o Desenvolvimento

O ISU - Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária é actualmente uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD) e pertence, desde 1991, à Plataforma das ONGD's portuguesas. Dada a sua diversidade de áreas de actuação poder-se-á considerar a integração do ISU no movimento das Associações de Desenvolvimento Local (ADL's) e das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). Todo o leque de actuação do ISU desenvolvese tendo como base três linhas de fundo: o Voluntariado, a Cooperação e Educação para o Desenvolvimento e a Exclusão Social.

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Rede Nacional de Consumo Responsável

A Rede Nacional de Consumo Responsável (RNCR), que resulta da parceria entre o ISU e a Associação Reviravolta, tem como principal desafio a promoção da mudança dos hábitos de consumo dos jovens, articulando as diferentes abordagens aos problemas mundiais como a pobreza, as assimetrias Norte/Sul, a protecção do ambiente e dos direitos humanos através de alternativas sustentáveis que implicam o desenvolvimento de novos comportamentos sociais e de consumo responsável.

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A Quercus e um pouco da sua história

A Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza nasceu a 31 de Outubro de 1985. Desde a sua fundação é uma associação que tem vindo a ocupar na sociedade portuguesa um lugar, simultaneamente irreverente e construtivo, da defesa das múltiplas causas da natureza e do ambiente. Este estatuto foi progressivamente conquistado através de uma conduta atenta ao real, sem perder o ponto de referência fundamental dos princípios, nem se afastar das necessidades de complementar a denúncia crítica com o esforço para a construção de consensos na sociedade portuguesa, sem os quais nenhum efectivo modelo de desenvolvimento sustentável será possível no nosso país.

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As principais lutas

Uma referência histórica importante logo após a fundação da organização foi a dedicação da Quercus à defesa dos abutres, com a criação da zona de alimentação de Abutres de Castelo de Vide.

Durante o ano de 1987 - Ano Europeu do Ambiente - a Quercus projecta-se com bastante dinamismo e inicia-se um período de grande intervenção na oposição à eucaliptização desordenada que então tinha lugar no nosso País. Em 1988 foi também lançada uma campanha nacional de protecção das aves de rapina e a 3 de Junho do mesmo ano é lançada a Campanha de Protecção do rio Tejo Internacional, numa acção conjunta com a associação congénere ADENEX da Extremadura Espanhola.

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A participação de todos

Ainda que conte com profissionais em diversas áreas, a acção da Quercus depende, em larga medida, do trabalho voluntário de dezenas de dirigentes e colaboradores que, um pouco por todo o país, dão corpo aos objectivos de intervenção, sensibilização e comunicação que a Associação possui.

Qualquer pessoa pode ser voluntária da Quercus (independentemente da sua área de formação ou idade), bem como apoiar as suas actividades fazendo-se sócio ou fazendo donativos. É possível obter mais informações sobre as possibilidades de colaboração através do endereço: www.quercus.pt.

Consumir de forma responsável diariamente

Trabalhar em prol de um consumo responsável é um dos objectivos centrais da Quercus - ANCN desde a sua fundação, muito embora em anos mais recentes esta preocupação se tenha acentuado e as iniciativas desenvolvidas nesse sentido tornado mais visíveis.

No âmbito da sua intervenção na área da promoção de um consumo mais responsável a Quercus desenvolve em parceria com a RTP e com a Antena 1 duas rubricas que apresentam conselhos ambientais simples e didácticos, no sentido de aumentar a consciência sobre a importância da colaboração de cada cidadão, mas também de lhes dar ferramentas para poderem efectivar o seu contributo.

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Cores do Globo - Quem somos?

A Cores do Globo dispensa apresentações para muitos dos que agora nos lêem, pois conta já com um considerável "currículo" no mundo da intervenção cívica, na luta por um mundo mais justo.

Mas como aparecem sempre novos curiosos, revelamos as origens e evolução desta ONGD, Associação sem fins lucrativos, que há já algum tempo tem pincelado a cidade de Lisboa com tons tropicais, através da promoção do Comércio Justo.

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Um outro projecto colorido - Consumo responsável: Escolha Ética para o Desenvolvimento Sustentável

Este foi um projecto que decorreu durante 2006 e 2007, coordenado pela Cores do Globo, em parceria com o CIDAC e a Reviravolta, três ONG que trabalham a temática do Comercio Justo (CJ), com o apoio do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD).

Os objectivos do projecto prendiam-se com a realização de um trabalho de sensibilização, informação e mobilização de segmentos específicos da sociedade portuguesa no domínio das assimetrias comerciais Norte-Sul, do Comércio Justo enquanto alternativa e do Consumo Responsável como via de intervenção cidadã. Além disso pretendia-se preencher as lacunas existentes em Portugal, no domínio dos conteúdos informativos e educacionais acerca do Comércio Justo.

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O que é o Consumo responsável?

Na sociedade actual é necessária uma mudança de atitude dos consumidores, e consequentemente, uma procura por um consumo responsável que tem por ideia base a preocupação social, cultural e política na sustentabilidade de uma sociedade. Os fundamentos essenciais deste tipo de consumo assentam num consumo consciente que tem em conta a origem do produto, a qualidade do mesmo e as condições na qual este é produzido. Apela à aquisição de produtos eticamente correctos, cuja produção não envolva a exploração de seres humanos ou animais e que não contribua para danos ambientais, sendo uma comercialização justa de produtos biológicos, recicláveis e reutilizáveis, e comercializados localmente. As desigualdades económicas e sociais, a crescente pobreza das pessoas e sua consequência, a exploração dos trabalhadores e o desrespeito pela sua dignidade, a desigualdade de género, o fraco desenvolvimento local e regional, o esgotamento dos recursos naturais e a problemática dos combustíveis fósseis, o aumento descontrolado de resíduos e emissões poluentes, a biodiversidade ameaçada, o efeito de estufa e as alterações climatéricas são algumas das preocupações do Consumo Responsável.

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Ficha Técnica: Projecto “Territórios Sustentáveis: Consumo Responsável em Organizações privadas, públicas e 3º sector” | Coordenação do Projecto: CORES DO GLOBO - Associação para Promoção de Comércio Justo | Parceiros: ISU - Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária e QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza | Co-financiamento: IPAD - Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento | Outros Apoios: CapEduc - Consultoria e Formação | Concepção gráfica: THINK BEFORE - Ideas for the World | Periodicidade: Mensal/2009

Co-financiamento:




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