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PODIE - Sri Lanka

Produto: Especiarias do Ceilão 
Produtor: PODIE
País: Sri Lanka

  

O grupo PODIE (People's Organization for Development) é uma organização formada por camponeses e revendedores para a comercialização de especiarias do Ceilão a um preço digno.

Com uma elevada participação de mulheres na sua estrutura, PODIE vende, há já alguns anos, os seus produtos às organizações de Comércio Justo existentes na Europa, escapando assim à exploração e ao monopólio das grandes companhias que usavam o camponês como mão-de-obra barata.

A organização conseguiu dar aos seus membros assistência médica básica e criou fundos formando um sistema de empréstimo sem juros destinado à aquisição de casa e produtos para o cultivo das terras.
 

 
Como nasceu?

Tudo começou quando, em 1974, um padre holandês criou, numa construção adjacente à Igreja, um atelier de artesanato formado por um grupo de mulheres.
Em 1982, esse atelier transforma-se numa pequena empresa de enchimento de saquetas com especiarias. O padre retira-se em 1984 e a empresa pode, a partir de 1990 laborar em espaços auto-financiados. Ela é dirigida por um conselho de administração composto por 7 membros que se reúnem uma vez ao ano com os três directores que se ocupam das finanças, do controle de qualidade e da compra das especiarias.
Jovens mulheres (entre os 18 e os 25 anos) distribuem-se pelos diferentes trabalhos ligados à PODIE: lavagem, secagem, peso, controlo e embalagem.
Elas trabalham 8 horas por dia e seis dias por semana. Os dias de repouso são o Domingo e o dia de lua cheia, uma vez ao mês.
Em 1995, o salário mínimo imposto pelo estado era de 2000 rupias. Na PODIE, o salário auferido por estas mulheres era de 3000 a 3500 rupias.
Mais ainda, a PODIE criou um sistema de caixa de providência que prevê indemnizações em casos de doença ou incapacidade.
  

  
Os produtores:

São todos pequenos produtores organizados em grupos autónomos, alguns especializados na cultura de determinadas especiarias. A PODIE visita-os regularmente para comparar uma parte da sua produção, pagando-lhes um preço superior (entre 20 a 40%) ao de mercado.

Em 1984 a PODIE responde a questões muito interessantes da parte das organizações de Comércio Justo e Solidário:
"Para a PODIE, o Comércio Alternativo não é uma filosofia nem um simples passatempo. É a nossa vida. Nós compreendemos que, para vocês, os grandes ideais têm um papel muito importante, mas para nós é humilhante observar a quantidade de detalhes para estabelecimento de uma relação comercial quando vocês simplesmente precisam de avaliar se somos ou não dignos de entrar em contacto com vocês. Nós devemos facultar informações precisas sobre qualquer um dos grupos de produção que trabalham connosco, sobre a repartição dos ganhos, etc.., mas unicamente para que vocês decidam se querem cooperar connosco ou não...
Mas o Comércio - aquele que nós compreendemos e praticamos - é mais do que simplesmente fazer princípios e informar as pessoas. Não estamos conscientes da importância de uma boa informação, mas nós devemos sobreviver, e como tal, temos de vender e vender por longos períodos e não somente um dia. Temos necessidade de fontes de retorno seguras. E não podemos permitir-nos de sacrificar a nossa segurança material em nome de uma filosofia de moda...".





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