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Produto: Cacau
El Ceibo El Ceibo é uma organização
matriz de 36 pequenas cooperativas agro-pecuárias da zona do
Alto Beni representando um total de 900 membros. A sua
produção é principalmente de cacau em grão
contando hoje com uma tecnologia bastante avançada. A sede da El Ceibo encontra-se em Sapecho (Alto
Beni) e a área de trabalho cobre parte das províncias Nor
Yunga, Sud Yunga e Larecaja do Notre do Departamento de La Paz. Todas as cooperativas locais e filiadas na El
Ceibo funcionam com estruturas democráticas. A assembleia
semestral de cada uma constitui a sua autoridade máxima. Nos anos 70, num contexto em que a Bolívia é um produtor muito pequeno de cacau, onde a produção se concentra toda no Alto Beni, com baixas produtividades e exposta ao difícil mercado internacional, os camponeses do Alto Beni, explorados pelos comerciantes e intermediários e sem nenhum tipo de apoio por parte do governo boliviano, começaram a procurar alternativas para a vida precária que levavam. Para tal, fundaram muitas cooperativas dos povos. Destas, 4 criaram em 1977 uma cooperativa central com vista a romper o monopólio do transporte e dos preços, podendo operar no processamento e na comercialização do cacau. Elegeram o nome de El Ceibo, árvore da selva que cresce muito rapidamente após ter sido cortada. O arranque da El Ceibo foi difícil e os
seus esforços em vender a produção no mercado
local e internacional não foram coroados de êxito. A
aquisição de um edifício em El Alto para as
tarefas administrativas e o processamento do cacau, a
construção de um secador e de um armazém marcaram
o desejado desenvolvimento da El Ceibo. Apesar de ter estruturas
insuficientes El Ceibo conseguiu converter-se na primeira cooperativa
produtora de cacau do mundo que processava os seus próprios
produtos, ainda que o chocolate que produzia não cumpria todas
as normas da União Europeia. Os primeiros passos da El Ceibo no mercado
internacional foram dados no Chile e na Alemanha. Por intermédio
da Agência Suíça de Cooperação
Governamental em La Paz, a El Ceibo ficou em contacto com a
organização Suíça de Comércio Justo
OS3. É actualmente a OS3 que processa o chocolate com cacau da
El Ceibo e açúcar da ALTERTRADE (Filipinas), outra
organização que trabalha para o Comércio justo. O cacau é uma cultivar de proveniência tropical e cujo consumo se faz principalmente nos países industrializados. Existem 45 países produtores de cacau (em especial na África Ocidental e América Latina). A produção de cacau está, no entanto, bastante concentrada: ¾ da produção mundial é proveniente de somente 5 destes países. A maior parte do cacau que se movimenta no mercado internacional está em grão e a transformação em chocolate e outros derivados e efectuada e consumida nos países mais industrializados: os produtos manufacturados e derivados do cacau necessitam de equipas técnicas muito caras e de um nível de formação muito elevado, dificilmente suportável pelos países em via de desenvolvimento, com a agravante ainda do aumento das barreiras impostas pelos países importadores. Com efeito, o mercado do cacau encontar-se fortemente fiscalizado (cotas, barreiras, impostos, licenças, etc.). Desta forma as indústrias nacionais encontram-se protegidas em detrimento dos produtores do Sul, sobretudo num mercado instável onde as operações especulativas por parte da indústria chocolateira são frequentes. Este mercado está dominado por algumas, poucas, multinacionais que vão absorvendo gradualmente as pequenas e médias empresas. Na Europa, destacam-se as políticas expansionistas e a publicidade agressiva do grupo suíço Nestlé, mas também da Jacobs Suchard (comprada pelo grupo Philip Morris dos EUA em 1990), Mars, Cadbury e Ferrero que impõem as suas condições em grande parte do mercado internacional. O já difícil mercado do cacau para os produtores é ainda mais ameaçado por políticas como aquela praticada pela União Europeia que pretende que 5% da manteiga de cacau dos chocolates seja substituída por outras gorduras vegetais, colocando imediatamente em perigo os meios de vida dos países cuja produção principal é o cacau, tais como o Ghana e Costa do Marfim entre outros. Desde 1983 que a El Ceibo conta com um departamento autónomo chamado "COOPEAGRI" cuja finalidade é a extensão agrónoma. Os seus serviços de assistência técnica traduzem-se em medidas para melhorar a produtividade do cacau, fomentar a diversidade agrícola e a educação nas áreas do cooperativismo, administração, nutrição, etc.. Por outro lado a El Ceibo transporta a
produção agrícola das pequenas cooperativas de
Alto Beni até aos mercados da cidade de La Paz, entre outros, Os principais serviços complementares que a El Ceibo oferece são: - seguro de saúde e acidentes com
participação da caixa nacional de saúde social; |
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