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Cores do Globo |
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Por um consumo responsável |
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Quem somosA Cores do Globo - Associação para a Promoção do Comércio Justo nasceu em 2001 e encontra-se actualmente num momento chave do seu desenvolvimento. Embora recente, a associação conta já com um passado
de que se orgulha. O dinamismo e os recursos não têm parado
de crescer. Todavia, considerando os seus ambiciosos propósitos,
existe também a noção de que quase tudo está
ainda por fazer. A Cores do Globo é , hoje, composta por cerca
de 50 sócios e 25 voluntários, que trabalham
de forma dedicada para fazer crescer a associação. É
um grupo heterogéneo de pessoas, com experiências e interesses
diversificados, unidos na vontade de contribuir para um mundo mais justo
em termos sociais e equilibrado em termos ambientais. Existem esforços para que, em breve, a associação passe a contar com o seu primeiro funcionário, um passo indispensável para alargar e melhorar o trabalho realizado, em particular, no posto de venda permanente: a Mercearia do Mundo. início
A associação nasceu em Janeiro de 2001, a partir uma reunião promovida
pela lista electrónica de Comércio Justo do Centro
de Informação e Documentação Amílcar
Cabral (CIDAC), organização não-governamental de desenvolvimento.
O CIDAC, que desde 1998 tem trabalhado para trazer
para Portugal as temáticas do comércio justo, delimitou
desde sempre a sua área de intervenção à
formação e divulgação, por um lado, e ao
trabalho com os produtores locais, por outro. Decidiu então criar-se
uma associação independente sem fins lucrativos —
a Cores do Globo — que trabalhasse na área da Grande Lisboa,
e que assumisse a prática do comércio justo na sua dupla
função de divulgação e comercialização. O ano de 2001 foi então o ano de arranque
deste projecto, tendo-se já realizado algumas bancas em eventos
e feiras alternativas. Em 2002, aprovaram-se os estatutos, elegeram-se
os primeiros órgãos sociais e abriu-se, junto à
Paróquia do Campo Grande, o "Quiosque do Mundo", primeiro posto
de venda de produtos comércio justo em Lisboa. Em 2003, aumentou-se significativamente
o número de voluntários, consolidou-se a participação
em eventos de natureza diversa (ver adiante lista de participações),
bem Em Março de 2004, no regular funcionamento
associativo, novos órgãos sociais tomaram posse, procurando,
com renovado entusiasmo e criatividade, dar continuidade a um passado
que tanto nos orgulha.
A Cores do Globo constitui uma
associação democrática, em que se procura que todos
os seus membros participem nos processos de tomada de decisão
e contribuam, com a sua iniciativa e opinião, para a construção
do projecto comum. A participação na
associação pode assumir duas modalidades: sócio
e voluntário. Sendo que pressupõe diferentes direitos
e deveres, estas modalidades são, obviamente, cumulativas. Os
sócios pagam a quota anual, recebem informação
periódica e têm lugar na assembleia geral. Os voluntários
participam nas actividades da associação, de forma não-remunerada,
de acordo com as suas disponibilidades e competências.
Mesa da Assembleia Presidente: Sofia Calado Vice-presidente: António Marcão Secretária: Inês Cardoso
Presidente: Alexandra Figueiredo Secretária: Clelia Bettini Vice-Presidente: Inês Pereira Vogal da Direcção: Pedro Abrantes
Conselho Fiscal Presidente: Pedro Ferreira Vogal: Vogal: Samuel Gessner Presidente: António Marcão Vice-presidente: Anabela Cristos Secretária: Sandra Santos Direcção Presidente: Pedro Abrantes Vice-Presidente: Sandra Oliveira Tesoureira: Cátia Pires Secretária: Alexandra Figueiredo Vogal da Direcção: Clélia Bettini Conselho Fiscal Vogal: Inês Pereira Vogal: Helena Nascimento)
A disponibilização e comercialização
de produtos não agressivos para o ambiente e provenientes de
cooperativas de produtores que trabalham segundo os princípios
do comércio justo constitui o objectivo principal de acção
da Cores do Globo. Todavia, este objectivo enquadra-se
num propósito mais vasto: consciencializar os consumidores para
a inequidade das relações comerciais internacionais,
através da produção de materiais de divulgação
e a promoção de acções de sensibilização.
Acredita-se que a oferta de uma via de consumo responsável e
alternativo é indispensável para este esforço de
consciencialização e acção sobre as lógicas
do comércio global. Integrando-se nas estruturas e
redes nacionais e internacionais de comércio justo, a Cores do
Globo trabalha também para a concertação de esforços
com outras organizações, tendo em vista a criação
de uma importadora nacional de produtos de Comércio Justo.
Esta concertação é importante, nomeadamente, para
a crescente inserção dos pequenos produtores dos países
africanos de língua oficial portuguesa no circuito do Comércio
Justo.
Desde a sua constituição
que a associação estabeleceu Depois de três anos de esforço,
o sonho foi realizado e, na manhã do dia 8 de Fevereiro de 2004,
a Cores do Globo abriu a sua loja no centro de Lisboa — a Mercearia
do Mundo (R. São José, nº 17) — um espaço
com várias salas e uma arrecadação, totalmente
recuperado pelos voluntários da associação. O grande desafio foi manter, ao longo de mais de 3 anos, o funcionamento dessa loja e os pesados encargos que
acarreta, hoje em dia, o aluguer e manutenção de um espaço
comercial na baixa de Lisboa. A 30 de Junho de 2007 a Mercearia do Mundo encerrou e a Cores do Globo arrancou com um processo para abrir, depois do Verão, um novo e mais ambicioso espaço comercial. De modo a garantir a abertura do novo espaço comercial num local privilegiado a Cores do Globo prolongou o tempo de pesquisa pelas ruas de Lisboa e estabeleceu uma parceria com as cooperativas importadoras Equação e Altromercato. No dia Mundial do Comércio de 2008 (10 de Maio) inaugurou a loja da Rua da Prata (nº 70-72), na esquina com a Rua da Conceição, esperando assim promover, da forma mais abrangente possível, os produtos de Comércio Justo junto dos lisboetas, dos portugueses e dos turistas que nos visitam.
Por outro lado, a Cores do Globo tem participado, desde a sua constituição, em diversos eventos que, de alguma forma, se enquadram nos princípios da associação. A forma de participação habitual é a organização de uma banca de informação e venda de produtos, complementada por sessões de sensibilização e debate, sempre que possível. Desde 2001 estivemos, por exemplo, no MANIFesta, na Biocoop, na Terra Sã, na Feira Vegetariana, na Feira do Cavalo da Golegã, na Night Out Cais, no Fórum Social Português, no Festival Músicas do Mundo de Sines, na Feira do Girassol, na BejAlternativa, na Feira do 25 de Abril, na Animal e Human Liberation FEST, no Andanças, nos eventos da Campanha Pobreza Zero, no Natal Social, na Feira da SORRIR, na Festa do Ambiente de Almada, na Festa do Dia dos Museus e, claro, na Festa Nacional de Comércio Justo. início A Cores do Globo tem também
desenvolvido um trabalho de divulgação,
sensibilização e formação,
no sentido de aumentar a reflexão em torno das questões
da cidadania e consumo responsável ou das desigualdades económicas
e sociais. Neste ponto, destaque para as acções realizadas
em escolas e faculdades e que procuram combinar momentos de comercialização
(com um peso simbólico) com momentos de debate e informação. Por outro lado, a Cores do Globo
procura organizar e participar em campanhas de sensibilização
para causas particulares. Um exemplo foi o envolvimento activo, no âmbito
da Coordenação Portuguesa do Comércio Justo, na
Campanha Jogo Limpo, acerca dos abusos
da indústria de equipamentos desportivos.
Depois de realizar aquele que
era o objectivo inicial da associação, a abertura de uma
loja em Lisboa, os esforços da associação orientam-se
para a manutenção dessa loja e para o desenvolvimento
de novos projectos. Destes, podemos destacar os seguintes:
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