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Junho 2008
 


Um mês de loja na Rua da Prata

No dia 9 de Maio, a loja encheu-se pela primeira vez de cores, sons e gostos, para uma fantástica inauguração que se prolongou por todo o dia, permitindo um encontro feliz entre velhos e novos voluntários, antigos e recentes amigos e clientes da Cores e do Comércio Justo, em geral, sempre animada por alguns artistas generosos que corresponderam à nossa solicitação. A parceria entre as três organizações funcionou em pleno, os elogios ao espaço, localização e decoração repetiram-se vezes sem conta, e a alegria dos voluntários e dos novos funcionários da loja era evidente. Realizou-se, assim, o sonho colectivo de devolver o Comércio Justo à cidade de Lisboa e logo numa das suas ruas mais centrais e famosas.

O primeiro mês de funcionamento da nova loja correu muito bem, com muitas pessoas a passar pela loja, para adquirir produtos, obter informações ou simplesmente conhecer o espaço, manifestando, muitas delas, o seu contentamento tanto pelo Comércio Justo ter voltado a dispor de um espaço no centro de Lisboa como pela própria qualidade, variedade e simpatia que reconhecem no novo espaço. A vontade de aprender mais sobre o Comércio Justo ficou manifesta nos contactos com associações locais e escolas que pretendem estabelecer parcerias visando a sensibilização para esta temática. A venda de alguns produtos superou mesmo as expectativas, gerando algumas quebras de stock, mas que são agora muito mais fáceis de colmatar, devido ao trabalho em rede entre as três organizações que gerem o espaço. Será ainda cedo para balanços, mas são sinais que nos deixam felizes e confiantes relativamente ao futuro do movimento na cidade.

 

Comércio Justo continua a crescer por todo o mundo

Dados recentes da Fair Trade Foundation apontam para que, em 2007, a compra de produtos certificados de comércio justo gerou mais de 2 biliões de euros, revertendo a favor de mais de um milhão e meio de produtores, espalhados por 56 diferentes países. Este valor representa um crescimento do consumo, na ordem dos 47%, relativamente ao ano de 2006, que se observou tanto nos países em que o comércio está mais estabelecido (72% em Inglaterra) como em países nos quais o movimento parece estar em franca expansão, após algumas dificuldades iniciais (166% na Noruega e 110% na Suécia). Além disso, a variedade de produtos e produtores abrangidos também não pára de aumentar, destacando-se a recente abertura do movimento para sectores tão distintos como as frutas frescas, o vinho, as flores ou o algodão biológico. Mais informação em www.fairtrade.org.uk.

Oficina de Cozinha Justa (5 de Julho)

Estão abertas as inscrições para a próxima Oficina de Cozinha Justa, organizada pela Cores do Globo em colaboração com a Junta de Freguesia de São Nicolau. Todos os 1ºs Sábados de cada mês, entre as 16h e as 20h, a Cores recebe no espaço desta Junta de Freguesia (Rua da Prata, 59, 1º) formandos para os cursos temáticos de receitas vegetarianas com produtos de Comércio Justo e Biológicos. Inscrições em info@coresdoglobo.org (35 € - inclui jantar e receitas).

 

 

Produto do Mês - Nozes de detergente Natyr

Sendo uma novidade para nós, as nozes de sabão são utilizadas há séculos em países como a Índia como produto de limpeza. Estas nozes são provenientes da árvore Sapindus Mukorossi, uma espécie espontânea na Índia e Nepal.

Estas árvores começam a dar fruto pela primeira vez aos nove anos, continuando a produzi-los até aos 90 anos. A casca da noz contém uma substância chamada saponina (que a planta produz para se defender de parasitas e insectos), que se comporta como um sabão, dissolvendo-se na água a uma temperatura de pelo menos 30º, actuando como um detergente.

A sua eficácia é semelhante à de um detergente tradicional, sendo que não agridem os tecidos e as cores, permitem uma lavagem suave (não é necessário usar amaciador) não causam alergias e têm um perfume neutro.

A proveniência natural no meio ambiente, recolha tradicional, embalagem em saco de algodão, características naturais e múltiplas aplicações (é também possível ferver as nozes e utilizá-las na lavagem da louça ou como champô por exemplo) fazem deste tipo de detergente uma opção mais sustentável para o ambiente.

Os Dias do Desenvolvimento 2008 – 5, 6 e 7 de Junho

Decorreu a 1ª edição da iniciativa “Os Dias do Desenvolvimento”, subordinada ao tema “Cooperação Portuguesa: a língua e a cultura na promoção do desenvolvimento”. A Cores do Globo participou nesta iniciativa com um Bar Justo, apresentando uma variedade de cafés, chás, biscoitos, chocolates e outros produtos de Comércio Justo às diversas ONGD participantes e demais interessados nesta temática. O evento proporcionou o diálogo entre diversas organizações que trabalham em diferentes vertentes do desenvolvimento. (www.diasdodesenvolvimento.org)

Dia Mundial da Criança na loja de Comércio Justo

No âmbito da celebração do Dia Mundial da Criança aproveitámos para alertar os visitantes da loja para a situação das crianças no mundo em desenvolvimento, particularmente nas áreas da educação e saúde, e informar sobre o contributo do Comércio Justo para uma sociedade mais igualitária a este nível.

Dia Mundial do Ambiente – 5 de Junho

A propósito da celebração do Dia Mundial do Ambiente, a Associação Cores do Globo coloriu a loja Altromercato - comércio justo com algumas ideias sobre a forma como o Comércio Justo contribui para a preservação do ambiente.

Apesar de não estar na origem do movimento, a preocupação com as questões ambientais e, em particular, com a sustentabilidade das produções tem sido uma das orientações do comércio justo.

Muitas pessoas no Sul têm que viver numa “armadilha ecológica de pobreza”. O Comércio Justo ajuda milhões de pessoas a fugir à pobreza, proporcionando desde logo a possibilidade de escoamento dos produtos do Sul no mercado internacional. O salário ou preço mais justo pago pelos produtos e o estabelecimento de relações de trabalho de parceria de longo prazo permite que os produtores consigam (re)investir em produções amigas do ambiente para minimizar o seu impacto. Por sua vez, estas iniciativas promovem a consciência ambiental tanto a nível local como internacional.

O Comércio Justo aconselha e dá formação aos produtores sobre como minimizar o impacto das suas produções. Para reduzir a “pegada carbónica” dos produtores e dos produtos, promove a utilização sustentável de recursos naturais, renováveis ou reciclados e métodos de produção sustentáveis.

No que toca ao artesanato, o Comércio Justo privilegia o artesanato produzido à mão e a produção em pequena escala. No caso da agricultura, o Comercio Justo apoia a agricultura biológica

Campanha de Novos Sócios e Voluntários

Junta-te a este movimento e contribui para um mundo mais ético, justo e sustentável com as tuas ideias e o teu trabalho.

A Associação desenvolve actividades em diversas áreas, como a educação para o desenvolvimento, actividades culturais, comunicação, realização de bancas e mercados, trabalho na loja do mundo, entre outras.

A tua participação depende apenas da tua vontade.

Inscreve-te através de info@coresdoglobo.org  

Líderes europeus reúnem-se para debater preço dos alimentos e Objectivos de Desenvolvimento do Milénio

Nos dias 19 e 20 de Junho os líderes europeus reuniram-se para debater questões cruciais como o Tratado de Lisboa; Liberdade, Segurança e Justiça; Preços dos alimentos e combustíveis; questões económicas, sociais, de saúde e ambientais e Relações Externas, onde se enquadrou o debate sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

Em resposta ao aumento dos preços dos alimentos, os estados membros estipularam a adopção de medidas a curto prazo com implicações relevantes nas relações comerciais com os restantes países, nomeadamente os países em desenvolvimento.

Estas medidas consistem essencialmente no aumento da disponibilização de terra arável para produção de alimentos; no aumento das quotas de produção de leite; libertação de stocks anteriormente utilizados para manter os preços dos alimentos; diminuição das medidas de restituição da exportação (incentivos de carácter proteccionista, para apoiar a exportação de alimentos da União Europeia, que consistem numa compensação da diferença entre o preço interno mais elevado dos alimentos e o preço externo mais baixo destes); e suspensão das taxas sob os cereais importados. Todas estas medidas têm contudo um carácter temporário.

Reconhecendo que as principais vítimas do aumento dos preços dos alimentos são os países mais pobres, o Conselho Europeu preconizou a curto prazo um incremento da assistência humanitária, sobretudo ao nível da ajuda alimentar. A longo prazo as soluções propostas caracterizam-se pela focalização no desenvolvimento da agricultura, disponibilizando-se para dar apoio ao nível de instrumentos de gestão de risco, financiamento de custos e apoio ao investimento público e privado neste sector de actividade.

As conclusões do debate sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio foram muito genéricas: o Conselho Europeu reafirmou a sua convicção de que é possível estes serem atingidos até 2015, salientando o presente ano como crucial para este propósito. Estipulou uma meta intermédia de apoio financeiro de 0,56% do PIB em 2010, a atingir os 0,7% em 2015. Para ler a totalidade das conclusões ver http://www.eu2008.si/en/News_and_Documents/Council_Conclusions/June/0619_EC-CON.pdf

Por motivos que nos são alheios, este fim-de-semana não poderemos realizar o Mercado de Santa Justa. Contamos recuperar esta iniciativa no próximo mês.

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