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newsletter CG - Janeiro-Fevereiro 2009

Campanha "Direitos Económicos, Sociais e Culturais"
Adopção do Protocolo Opcional ao PIDESC

A Assembleia Geral das Nações Unidas adoptou, no passado dia 10 de Dezembro, o Protocolo Opcional ao Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais (PIDESC). O Pacto original entrou em vigor a 3 de Janeiro de 1976.

Este Protocolo Opcional é o resultado de cinco anos de trabalho desenvolvido por um grupo de no seio da ONU, presidido pela jurista portuguesa Catarina de Albuquerque e com a participação de todos os Estados-Membros da ONU, de diversas agências agências das Nações Unidas e de centenas de organizações não governamentais.

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Nova colonização
Aquisição de terras em países em desenvolvimento para produção de alimentos

Segundo informação divulgada pela AFP a 22 de Dezembro de 2008, a compra de solos aráveis em países em vias de desenvolvimento por parte de países que têm pouca terra arável e de grupos empresariais que, como consequência da actual crise financeira e alimentar, se encontram desesperados para verem os seus lucros aumentados, tem sido reportada por Organizações Não Governamentais (ONGs).

As ONGs referem que esta aquisição de terras em países em vias de desenvolvimento constitui uma ameaça à sobrevivência das populações rurais aí existente.

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O futuro do ambiente global discutido em Poznan: grandes preocupações, tímidos avanços

A 12 de Dezembro, reuniram-se em Poznan (Polónia) os delegados dos 192 Estados Membros da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), bem como representantes de agências ambientais, no sentido de estabelecer um novo compromisso global que substitua o polémico Protocolo de Kyoto. Estes esforços iniciaram-se em Bali e deverão estar concluídos na próxima convenção, em Copenhaga, dentro de um ano.

Além do reconhecimento unânime sobre a urgência em actuar perante um cenário de perigo, dominou um discurso segundo o qual a aposta global em energias renováveis e na redução da poluição não pode abrandar devido ao cenário de crise financeira e, aliás, poderá ser um forte estímulo ao investimento público, à criação de empregos e ao crescimento das economias.

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Agenda

2 e 3 de Março: A Cores participa no exercício de sistematização para a Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento

7 de Março: Mais uma Oficina de Cozinha Justa

8 de Março: Mercadinho Justo na Estrela

14 de Março: Mercadinho Justo na Praça de Londres

24 de Março: Sessão na Escola Padre António Vieira

Fonte de prosperidade para a Palestina: azeite de comércio justo
Azeite palestiniano de comércio justo chega ao mercado internacional

O ano de 2009 começou mal para os palestinianos, contudo, uma pequena luz de esperança brilha no meio da escuridão, trata-se de uma candeia iluminada por azeite...azeite justo.

Conforme publicado a 27 de Dezembro de 2008 pela Guardian News & Media, a economia palestiniana poderá renascer com o lançamento do primeiro produto palestiniano de comércio justo. O ano novo também trouxe a boa nova, de acordo com a Guardian News & Media, Harriet Lamb da Fairtrade Foundation referiu que esperava que o azeite fosse o primeiro de muitos outros produtos de comércio justo provenientes de territórios em guerra e de países menos desenvolvidos, pois se tal acontecesse iria ajudar a evolução dos mercados e fazer uma diferença real na economia dos países que mais necessitam.

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Cores do Globo lança novo projecto: Territórios Sustentáveis

A Cores do Globo lançou no inicio do ano um novo projecto com vista à promoção de um consumo responsável, desta feita, nas organizações. Este projecto recebeu o apoio do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, tendo como parceiros a Quercus e o ISU. No contexto de uma estratégia para um mundo mais sutentável, as organizações, enquanto agentes consumidores de dimensão significativa, têm um papel fundamental. Nesta lógica, a Cores do Globo pretende trabalhar com organizações do sector público, privado e terceiro sector, com o propósito de analisar as suas práticas e reflectir sobre possibilidades de mudança efectiva. Para promover o consumo responsável no domínio público, será produzido um Boletim Mensal, bem como dinamizado um Portal na internet sobre este tema. A todos, indivíduos ou organizações, que queiram aderir a este projecto, o convite está lançado!

Crises Financeira e Económica: imperativo de um novo modelo de desenvolvimento

As crises económica e financeira mundiais têm levantado questões diversas sobre o modelo de desenvolvimento preconizado no século XX, assente num quadro de referência de liberalização dos mercados (com uma regulação e supervisão mínimas, pouca transparência, alvo de uma especulação maciça, com flutuações constantes), de diminuição da protecção social e de depredação dos recursos naturais.

Citando Pavan Sukdhe, do Deutshe Bank, “os modelos económicos do século XX atingiram o limite do que conseguiam providenciar em termos da dispobilização de melhores condições de vida para os 2,6 biliões de pessoas que ainda sobrevivem com menos de 2 dólares por dia e no que diz respeito à pegada ecológica”.

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