Esta mesa redonda, como todo o Fórum - superando até as nossas expectativas - foi muito participada e não é possível aqui reproduzir na integra as intervenções de fundo que se multiplicaram por mais de duas horas e meia de boa conversa. Neste rescaldo do Fórum não é demais reforçar a importância de se criarem cada vez mais oportunidades como esta onde os diversos actores que fazem a realidade do movimento possam debater em conjunto as questões em debate no CJ.
Esta é uma aposta que o CJ deve fazer cada vez mais, envolvendo os produtores de facto nas decisões importantes, dando-lhes de facto voz, visibilidade, capacidade de intervenção. É, claro, um enorme desafio, dada a cada vez maior diversidade de projectos e de organizações que constituem a base do movimento - inclusivamente produtores.
Por estas páginas têm passado histórias e notícias de produtores tão distintos como a luta pelos direitos das comunidades índias concretizada pelo Conselho Geral da Tribo dos Sateré Mawé (guaraná) como da inspiração cristã que apoia os meninos de rua do Peru na MANTHOC. Ou as mulheres em busca de melhoria das condições de vida e dignidade pela Creative Design, da Índia, mas também os artesãos da Artissal da Guiné-Bissau que recuperam as tradições da tecelagem enquanto fortalecem a rede social da sua terra, tão próxima e tão longe de nós.
É desta diversidade de actores que nasce a heterogeneidade do movimento, bem como das visões estratégicas diversas e de práticas comerciais distinta. Num momento de crescimento, com crises e avanços como todo o movimento humano, mas com organizações internacionais que se querem cada vez mais presentes, com sistemas de monitorização mais interventivos e com a garantia de participação de todos os actores do circuito que queremos fortalecer.
Para uma ideia de um consumo responsável que inclua todas e todos, num mundo mais inclusivo e mais plural – uma ideia que queremos perseguir na nossa prática quotidiana, sempre. Por um comércio internacional mais justo, por um futuro sustentável.
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