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Comércio livre ou comércio responsável? Pode ser esta a questão na mesa para o cidadão que se interroga sobre as grandes questões do momento, sejam os novos chavões das alterações climáticas ou a questão da sustentabilidade do nosso modo de vida, trazidos para o dia-a-dia.
Quando por todo o mundo político e em toda a imprensa económica especializada, os especialistas em comércio internacional acenam com a ideia de comércio livre como remédio santo para os problemas de desigualdade social no mundo – os conhecedores dos problemas no terreno, sejam activistas ligados à ecologia ou quem trabalha em desenvolvimento e cooperação, apontam outra solução mais realista e verdadeiramente global: um comércio responsável. |
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Justiça ambiental?
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O Comércio Justo (CJ) funciona como uma via para o desenvolvimento sustentável, ganhando especial relevância com a sua acção direccionada para os países em desenvolvimento, onde se realizam as produções do CJ e onde subsistem as maiores fragilidades políticas, económicas, sociais, culturais e ambientais. O CJ integra e promove os princípios de um desenvolvimento sustentável através da promoção equilibrada dos seus três eixos interdependentes (económico, social e ambiental) e com um compromisso para com as gerações presentes e futuras.
Através do CJ disponibiliza-se aos pequenos produtores agrícolas e aos artesãos dos países em desenvolvimento a possibilidade de manterem e desenvolverem as suas actividades tradicionais, que de outro modo seriam economicamente inviáveis perante a competição das grandes empresas do mercado global. De um modo geral, os produtores e os trabalhadores no âmbito do CJ são directamente dependentes dos recursos naturais, pelo que é quase inevitável que as suas práticas sejam ambientalmente responsáveis - para além de terem no CJ uma alternativa de comercialização e fazerem um investimento na qualidade das suas vidas. Por outro lado, a pressão global da crescente procura aos recursos naturais também vai, mesmo indirectamente, aumentar as preocupações ambientais das populações locais. |
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Certificação CJ e os requisitos ambientais
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A festa de Maio recebeu o nome de I Fórum de Comércio Justo e está aí a chegar: realiza-se no Jardim da Estrela em Lisboa, nos dias 11, 12 e 13 de Maio e será uma oportunidade aproximar os consumidores portugueses da realidade por trás da etiqueta CJ.
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A nossa festa: Fórum de Comércio Justo
Oficinas para crianças e jovens, espaços de debate e convívio, uma feira de produtos CJ bem como um bar solidário, tudo num fim de semana recheado com música e imagens do mundo, bem como outras iniciativas paralelas.
Destacamos a presença de dois pequenos produtores de CJ do Brasil – são eles a ArtGravatá, que faz brinquedos didácticos e ecológicos; e a CCA-PR -Cooperativa Agrícola do Paraná, membro do Movimento dos Sem Terra, que produz o famoso chá mate para o circuito do comércio justo.
Mais informações em www.forum-cj.org |
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Recursos
. Sobre Navdanya http://navdanya.org
. Sobre agricultura, ambiente e CJ ver “Re-embedding global agriculture” de L.T.Raynolds (2006); “Shade Coffee: A Disappearing Refuge for Biodiversity”, de I.Perfecto, R.A.Rice, R.Greenberg, M.E.van der Voort (1996); Plan of Implementation of the World Summit on Sustainable Development, das Nações Unidas (2002); www.fairtrade.net/standards.html |
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Navdanya ou a democracia da Terra |
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Dois terços da população da Índia vivem da terra. Nos anos 90 a taxa de suicídio dos camponeses endividados do norte da Índia aumentou dramaticamente. A maioria das sementes patenteadas pelas grandes empresas (que os povos perdem o direito de cultivar) provêm dos países mais pobres como a Índia ou o Bangladesh.
Mas há também sinais de esperança: nas duas últimas décadas o projecto Navdanya tem vindo a alimentar uma revolução silenciosa, capaz de transformar a protecção da biodiversidade e a implantação de uma agricultura orgânica, numa estratégia anti-pobreza seguida por pequenos e marginalizados agricultores do norte da Índia. |
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