#07 - 2007

 

De acordo com o relatório de 2006 da Organização Internacional de Trabalho o trabalho infantil diminuiu pela primeira vez (11 por cento) a nível mundial – é contudo preocupante que em algumas regiões como a África subsariana ou o sudeste asiático o número de crianças que trabalham continue a subir.

Rapidamente concluímos que este indicador positivo é uma boa notícia que fica logo eclipsada por outros números gritantes: em 2004 existiam ainda 218 milhões de crianças que trabalhavam para sobreviver em todo o mundo, das quais 126 milhões realizavam trabalhos perigosos – e ainda muitos milhões são abusadas sob a forma de trabalho escravo, incorporação em conflitos armados, na prostituição e pornografia de menores, na produção e tráfico de drogas.

Uma outra infância

A civilização dita esclarecida e desenvolvida horroriza-se perante a imagem de uma criança a trabalhar, que deve ser banida a qualquer custo. Contudo, se a erradicação do trabalho infantil é desejável, esta não é sempre uma questão linear: na verdade, a ajuda ou cooperação internacional que impõe uma total inexistência de trabalho infantil nas comunidades e projectos que apoia pode, em alguns casos, ter mais efeitos negativos que benéficos por afastar as crianças e as comunidades de um potencial apoio.

Isto porque enquanto no mundo ocidental se discutem leis e medidas para a erradicação do trabalho infantil, existem muitas regiões do mundo onde uma criança trabalhar não é opção, é uma questão de sobrevivência. Das crianças e daqueles que as rodeiam. E se incluir as crianças nas tarefas da comunidade faz parte das tradições e hábitos ancestrais de muitas culturas - é uma forma de sociabilização e de crescimento pessoal - noutros contextos é a pobreza extrema a ditar esta saída.

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. A situação mundial da infância .

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O Centro Norte Sul vai finalmente entregar o prémio do Conselho da Europa ao padre Francisco Van Der Hoff Boersma – dia 19 às 11h30, na Assembleia da República.

Padre Van der Hoff premiado em Lisboa

O Centro Norte Sul vai finalmente entregar o prémio do Conselho da Europa ao padre Francisco Van Der Hoff Boersma – dia 19 às 11h30, na Assembleia da República. Esta figura histórica do movimento CJ inspirou o projecto da cooperativa produtora de café UCIRI, em Oaxaca (México), onde vive há 20 anos, além de ser um dos criadores do selo de garantia do CJ Max Havelaar. Van Der Hoff estará em Lisboa de 18 a 20 de Março, para conhecer o movimento local e participar na divulgação do CJ.

Festa de CJ: participe!
A festa nacional de comércio justo realiza-se em Lisboa no dia mundial de comércio justo – alargado aos dias 11, 12 e 13 de Maio. A nossa pequena equipa necessita de colaboradores para todas as áreas e as escolas estão também convidadas a participar activamente - informações através do tel. 213433303 ou do e-mail coresdoglobo_ongd@yahoo.com.

Recursos

 

. Sobre trabalho infantil ver www.manthocperu.org, www.undp.org, www.shinealight.org, www.equomercato.it, www.ifat.org, www.unicef.pt, www.coresdoglobo.org e ainda o artigo “Os melhores anos” in Revista Única - Expresso, 27 de Maio 2006;

Sobre a situação da infância ver o Relatório da UNICEF http://www.unicef.org/sowc07/report/report.php

MANTHOC – de criança a sindicalista

Apresentamos-lhe o percurso do MANTHOC (Movimiento de Adolescentes y Niños Trabajadores, Hijos de Obreros Cristianos), fundado em 1976, no auge da ditadura militar peruana. Nessa altura muitas fábricas fecharam as suas portas, o desemprego disparou  e perante esta situação de miséria muitas foram as crianças obrigadas a trabalhar. Neste contexto foi organizado o Conselho Nacional de la JOC (Juventud Obrera Cristiana), o espaço de reflexão onde se formalizou e sistematizou um projecto de promoção dos direitos das crianças.

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apoio:

Ficha técnica: Coordenação de projecto: Cores do Globo – Associação para Promoção de Comércio Justo | Parceiros: CIDAC – Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral e Reviravolta - Associação para a Promoção do Comércio Justo | Apoios: IPAD – Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento

Para anular a subscrição do boletim envie um e-mail para boletim@coresdoglobo.org