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Identidade cultural e preservação da diversidade cultural
num mundo globalizado – é esta a questão em destaque neste
boletim. A preservação da identidade de cada uma das
comunidades com que o movimento do comércio justo (CJ)
trabalha é um dos objectivos base que vai determinar a
capacitação desses produtores e a valorização económica do
seu trabalho.
Na área do artesanato é fácil perceber porquê, já que por
definição é uma produção tradicional de origem, com
características identificáveis com um povo, uma região ou
um grupo de artesãos. Mas quando falamos da outra fatia de
produtos CJ, os alimentares, o princípio da preservação da
cultura material não está menos ligado à vida das
comunidades campesinas: a preservação das espécies
agrícolas de cada região do globo, aparece ligada a outros
critérios CJ – ecológico, social, de não discriminação de
comunidades indígenas, por exemplo.
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Desenvolvimento e multiculturalismo na aldeia global
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A cultura
é, para além da economia, um dos mais velozes veículos
de globalização. E na chamada aldeia global, o que
está a acontecer à identidade cultural de cada povo?
A identidade cultural é a face de determinada cultura,
desde o mais pequeno grupo até ao que hoje conhecemos
por país/nação/estado, construída na interrelação dos
indivíduos que os constituem. Esta construção de
práticas culturais é sempre mutável, dado que as
diferentes culturas vão mudando no espaço, no tempo e
nas relações que vão estabelecendo entre si. A
mutabilidade acelerada dos últimos séculos e
especialmente das últimas décadas - fenómeno ligado à
globalização – resulta de uma cada vez maior
assimilação de práticas de umas culturas pelas outras.
Na senda de uma sociedade global equilibrada, não pode
esta assimilação cultural tornar-se pretexto ou
justificação para a violação da identidade cultural de
cada sociedade – ou de qualquer indivíduo. |
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Cultura: da língua à viagem
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