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boletim
CJ (nºs anteriores)
boletim
CJ #03 - 2006
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Campanhas, lobbying
e CJ
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As campanhas de
sensibilização e de lobbying político são uma
das ferramentas de intervenção da ED. Portugal não é
excepção e as organizações de CJ têm lançado campanhas
desde 2004.
Aproveitando a realização do Campeonato Europeu de
Futebol 2004, a Coordenação Portuguesa de CJ (CPCJ)
levou a cabo a campanha “JOGO LIMPO”, para chamar a
atenção sobre a exploração do trabalho infantil pelos
fabricantes de material desportivo, que continuam a
usufruir de trabalho escravo e muitas vezes de
trabalho infantil. Este é um exemplo de uma campanha
de lobbying pois visou pressionar as instituições
desportivas para a adopção de comportamentos activos
nestas matérias. Foram enviadas cartas para Comissão
do Euro 2004, UEFA e Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
A campanha foi lançada no Dia Mundial do CJ, 8 de Maio
e contou com o apoio do ex-futebolista Paulo Sousa, da
UNICEF, da Fundação do Gil e da CNASTI (Confederação
Nacional de Acção Sobre Trabalho Infantil). O “JOGO
LIMPO” integrou-se a nível internacional na Campanha
Roupas Limpas - para saber mais ver
www.cleanclothes.org.
Apesar dos resultados imediatos terem sido muito
limitados (a FPF respondeu que não tinha conhecimento
sobre o assunto e a Comissão afirmou que o seu
merchandising “provém de entidades reconhecidas”),
as instituições ficaram a saber que são acompanhadas
de perto por cidadãos atentos que lutam para ver
alterados comportamentos menos éticos.
Já no ano passado, as organizações membro da CPCJ, em
parceria com a
NEWS! (Network of European WorldShops),
integraram uma acção europeia contra a exploração do
trabalho infantil "Pelo Direito a uma Infância". No
Dia Mundial de CJ, 13 de Maio 2005, foram organizados
eventos diversos por todo o país para denunciar a
situação de miséria e de escravatura infantil nas
plantações de cacau, convidando à acção das populações
e dos governantes – com enfoque especial nas
autarquias, que receberam centenas de postais que
apelavam a compras públicas norteadas por princípios
éticos. Os efeitos de uma acção deste tipo podem
demorar algum tempo a tornarem-se visíveis, contudo se
as nossas reivindicações persistirem, os nossos
governantes não poderão continuar a ignorá-las. |
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