A cooperativa
importadora espanhola
Ideas define um
“Ideário de Compras”, código ético para as suas
compras aos produtores e aposta no pagamento de um
preço mínimo que cubra todos os custos de produção –
mas afirma que “um preço justo não faz o comércio
justo.”
Como organização de pequena dimensão, a Ideas consegue
“50% dos produtos que comercializa (essencialmente os
alimentares) em colaboração com outras importadoras de
CJ” mas cada vez faz mais importações directas onde
paga o preço pedido pelos grupos produtores. Quando o
preço pedido não é compatível com o mercado, a Ideas
opta por não impor uma baixa de preços: mostra
abertamente a construção do preço aos produtores e a
razão porque não é sustentável. E é o produtor que tem
a liberdade para fazer uma nova proposta, totalmente
ao contrário do que acontece no comércio convencional.
A importadora sempre procurou disponibilizar “aos
produtores pré-financiamento das encomendas sem
quaisquer tipo de juros.” Normalmente pré-financia 50%
sobre o preço Fob* o que permite ao produtor comprar
as sementes ou matérias-primas sem necessitar
endividar-se. Os juros que garantem “pré-financiamento
e pagamento a pronto na entrega são depois tomados em
conta na valorização do preço final.”

Um
exemplo de construção transparente do preço de
artesanato: peça da cooperativa Tara – Índia. O
sector produtivo recebe um terço do preço total. (Fonte: Ideas)

Outro exemplo de construção de
preço mas incluindo uma comparação com o comércio
convencional. O sector produtivo do chocolate de CJ
obtém um preço quase seis vezes maior que no comércio
convencional. (Fonte: Ideas)
* Fob ou Free On Board -
preço do produto no porto de origem, pronto a ser
exportado – inclui valor da mercadoria, da embalagem,
do frete interno, do seguro interno e taxas aplicáveis
no país de origem. |