#01 - 2006

 

 

O comércio internacional convencional e os paradoxos da liberalização económica são o tema principal deste boletim, que procura oferecer uma visão crítica e apresentar o comércio justo (CJ) e aplicação dos seus princípios como uma forma alternativa e exequível de comércio. Um bom exemplo é o projecto com produtores de café no Haiti que destacamos..

A sinuosa estrada da liberalização económica

Quando pensamos na globalização económica e no benefício do crescimento do comércio mundial pela abertura dos mercados, temos de ter presente os graves desequilíbrios criados pela desigual repartição de riqueza. Os 48 países menos desenvolvidos, com 10% da população mundial, têm uma quota de mercado de 0,4% ao passo que os Estados Unidos da América (EUA) e a União Europeia (UE), com igual número de habitantes, controlam 50% do comércio internacional convencional.

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. Princípios CJ .

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Uma linha de 90 produtos alimentares CJ está disponível por todo o país numa rede de lojas de Cooperativas de consumo. Desde Maio, mais 17 lojas vendem produtos CJ.

 

Lojas Coop com CJ

 

Mais 17 pontos de venda de produtos CJ estão disponíveis desde Maio: a cooperativa Mó de Vida continua a parceria com o Grupo Coop para a introdução de uma linha de 90 produtos alimentares CJ em mais 17 Lojas Coop (supermercados geridos por Cooperativas de consumo) de todo o país - começou com as lojas da Cova da Piedade e Amora em 2004 e agora estende-se às lojas da Pluricoop, Cooperativa Proletário Alentejano, CoopRibatejo, CoopCastrense, Coop CHE Popular, Coopbancários e Lourocoope.

 

Procurando aprofundar o envolvimento das cooperativas de consumidores na actividade do comércio justo, é uma espécie de rede solidária de supermercados, erguida com base em princípios éticos, de transparência comercial e de intervenção comunitária – o Grupo Coop espera desenvolver parcerias com organizações de CJ de todo o país para alargar esta rede e seguir com projectos de educação do consumidor, educação para o desenvolvimento e cooperação com os países do Sul.

Recursos

 

. Mais informação sobre comércio internacional em Comércio para o Desenvolvimento e em Bulletin Equité, Commerce Internacional

 

. Mais informação sobre os produtores de café do Haiti em Fair Trade Empowers Haitian Coffee Growers e no sítio da Oxfam, bem como na Recocarno


. Sobre a parceria CJ-Lojas Coop ver o sítio da Mó de Vida

CJ no Haiti: o exemplo do café

O café foi o primeiro produto de comércio justo incluído nas iniciativas do movimento nos anos 60 – mas a crise do mercado do café das últimas décadas continua a agravar a situação dos pequenos agricultores dos países mais empobrecidos do Sul, que cultivam 70% do café produzido no mundo. Este produto é a principal exportação de um país agrícola como o Haiti, onde 65% da população vive abaixo do limiar da pobreza – às razões políticas nacionais, juntam-se problemas ambientais que contribuem para a degradação desta situação nos últimos anos.

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Ficha técnica: Coordenação de projecto: Cores do Globo – Associação para Promoção de Comércio Justo | Parceiros: CIDAC – Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral e Reviravolta - Associação para a Promoção do Comércio Justo | Apoios: IPAD – Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento

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